FTC e quatro estados processam associação profissional de saúde transgênero por alegações enganosas

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FTC e quatro estados processam associação profissional de saúde transgênero por alegações enganosas

A Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos, juntamente com os estados do Alasca, Iowa, Nebraska e Texas, entrou com uma ação judicial contra a World Professional Association for Transgender Health (WPATH). A queixa, registrada na quarta-feira no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte do Texas, alega que a organização enganou pais sobre intervenções médicas para crianças que experimentam disforia de gênero.

Segundo a ação, a WPATH promoveu procedimentos de transição médica pediátrica, incluindo tratamentos hormonais e cirurgias, com base em alegações que seriam falsas, enganosas ou desprovidas de evidências científicas suficientes. A FTC reafirmou seu compromisso em combater alegações de saúde enganosas, destacando a necessidade de informações verdadeiras e baseadas em evidências para pais que tomam decisões sobre serviços médicos.

Detalhes da ação judicial

A ação judicial argumenta que a WPATH tergiversou o grau de consenso médico em torno das intervenções de transição de gênero em crianças. A organização também teria fornecido informações enganosas sobre a necessidade, segurança e eficácia desses procedimentos. Autoridades federais descreveram a WPATH como uma entidade cujos membros obtêm benefícios financeiros ao fornecer esses serviços para menores, acusando o grupo de violar leis federais de proteção ao consumidor.

Motivações alegadas e resposta da WPATH

Joe Simonson, diretor de assuntos públicos da FTC, declarou que a WPATH intencionalmente enganou pais e crianças sobre a base médica e científica desses serviços, visando aumentar a probabilidade de cobertura por planos de saúde. Ele acrescentou que os membros profissionais da WPATH lucraram imensamente com o trabalho da organização, mas isso ocorreu às custas de crianças e seus pais.

Em resposta, a WPATH rejeitou veementemente as alegações, classificando o processo como “infundado”. A associação criticou a FTC, afirmando que a comissão não é um provedor médico e não deveria interferir na tomada de decisões médicas individualizadas. A WPATH também questionou a jurisdição da FTC sobre a organização e sua fala não comercial, considerando que as alegações estaduais apresentam falhas factuais e legais semelhantes.

Contexto e responsabilidade da FTC

O presidente da FTC, Andrew Ferguson, ressaltou que a ação é consistente com a responsabilidade de longa data da agência em desafiar alegações de saúde enganosas. “Quando uma entidade faz uma alegação sobre um tratamento médico, a alegação deve ser verdadeira, baseada em evidências e não enganosa”, afirmou Ferguson em um comunicado de imprensa. “Crianças, mas especialmente seus pais, devem ter informações completas e verdadeiras ao tomar decisões para adquirir serviços médicos. Por décadas, a FTC tem agido contra entidades que fazem alegações de saúde enganosas e não comprovadas.”

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