Ex-líder LGBTQ relata encontro divino e o significado do arco-íris para a fé

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Ex-integrante do movimento LGBTQ compartilha transformação espiritual e nova visão sobre o arco-íris

MJ Nixon, que agora lidera um ministério de apoio a pessoas que deixaram o estilo de vida LGBTQ para seguir o cristianismo, relatou ter ouvido a voz de Deus pela primeira vez enquanto dirigia de Kentucky para Atlanta. Segundo ela, a mensagem divina foi clara: ‘MJ, você tem que escolher hoje a vida ou a morte, as bênçãos ou as maldições’.

Na época, Nixon mantinha um relacionamento de seis anos com uma mulher. Ambas frequentavam uma igreja e buscavam uma forma de sair da relação, cientes da luta entre o espírito e a carne. Sua ex-parceira também se tornou cristã posteriormente.

Criada em um lar católico conservador, Nixon mantinha sua orientação sexual e o envolvimento com o movimento LGBTQ em segredo. O momento decisivo em sua trajetória ocorreu com uma visão de Jesus na cruz. “Encontrei o Deus vivo enquanto Ele se sacrificava por mim”, descreve ela, que atribui a essa experiência a força para “tomar a cruz diariamente”.

Atualmente, Nixon é cofundadora do ministério Freedom March, que organiza eventos de louvor, oração e evangelismo em diversas cidades dos Estados Unidos. A organização tem uma interpretação particular do arco-íris, símbolo tradicionalmente associado ao movimento LGBTQ. “O arco-íris está em Gênesis. E é do Senhor, não do inimigo”, afirma Nixon.

Para Nixon, o símbolo representa “o amor de Deus por toda a humanidade” e a “completude divina” através de suas sete cores. Ela aponta que a versão utilizada pela comunidade LGBTQ teria omitido a cor índigo, resultando em seis cores. “Eles tiraram uma cor, deixando seis. Isso representa a queda do homem e o orgulho”, adiciona.

Nixon defende que a igreja se posicione como um “lugar seguro” para indivíduos em processo de transformação espiritual. “Muitos que deixam a comunidade LGBTQ se sentem órfãos. Deus quer levantar mais pais e mães espirituais”, declara.

O Freedom March realiza seus eventos em dezembro, em contraste com o mês do orgulho LGBTQ em junho. A escolha dos locais é precedida por um ano de oração. Nixon convoca a igreja a participar ativamente: “Você não precisa ter sido LGBTQ. Precisamos do Corpo de Cristo para estar ao nosso lado, segurar nossos braços”.

Em fevereiro deste ano, Nixon foi convidada para palestrar em uma turma de seminário em uma megregação no Texas. Um dos alunos enviou um e-mail no dia seguinte relatando o impacto da aula: “Essa aula era extremamente necessária. Lutei com isso e agora tenho muita esperança”. O pastor da igreja, Ken Werlein, descreveu a interação com Nixon como um momento em que o Espírito Santo atuou fortemente, conforme relatado pela CBN News.

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