Prisões no Iêmen se tornam palco de evangelização para cristãos perseguidos

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Mesmo sob vigilância e ameaças, detentos cristãos aproveitam período de confinamento para compartilhar a fé em meio ao caos no Iêmen

No Iêmen, país que ocupa a 3ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, cristãos detidos utilizam o ambiente carcerário para pregar o Evangelho. A situação de extrema hostilidade, que resultou no sequestro de mais de 60 cristãos apenas no início deste ano, não impediu que os fiéis continuassem a compartilhar sua crença, conforme relatado pela organização Portas Abertas.

Para Mahfouz, um cristão que cumpriu três anos de pena, a experiência na prisão foi transformadora. Segundo informações da Portas Abertas, ele considerou aquele período como um dos mais produtivos de seu ministério.

“Àqueles foram os anos mais frutíferos do meu ministério, compartilhando o Evangelho com aqueles que estavam encarcerados. Foi uma oportunidade que eu não teria recebido se não tivesse sido preso”

O impacto do testemunho no sistema prisional

A determinação em propagar sua fé é recorrente entre outros detentos. Em um dos casos, a esposa de um cristão encarcerado relatou que o marido se tornou conhecido entre os guardas e prisioneiros pela sua postura.

Durante uma visita, um guarda afirmou que o homem havia se tornado “famoso” no local. “Ele é conhecido por ser gentil, atencioso e por falar constantemente sobre Jesus. Ele afirma abertamente que é cristão”, descreveu a mulher.

A realidade dos familiares, contudo, permanece desafiadora. Muitos precisam conciliar o trabalho doméstico, a criação dos filhos e a busca por assistência jurídica para os parentes. Apesar do cenário de incertezas e da repressão, que força muitos cristãos ao isolamento para evitar rastreamento, o movimento de evangelização dentro das prisões segue ativo como uma forma de resistência espiritual.

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