Cristãos revelam que parte significativa esconde fé de amigos e familiares

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Crescente número de cristãos nos EUA declara que sua fé não é conhecida por pessoas próximas

Um estudo recente da Lifeway Research indica que 30% dos frequentadores de igrejas protestantes nos Estados Unidos sentem que muitas pessoas em seu círculo social desconhecem sua identidade como cristãos. Este dado representa um aumento em relação a pesquisas anteriores, que mostravam índices menores.

A pesquisa “Estado do Discipulado em 2025: Vivendo sem Vergonha” entrevistou 2.130 fiéis entre os dias 19 e 26 de março de 2025. Os resultados revelam que 53% dos participantes discordaram da afirmação de que muitas pessoas ao seu redor não sabem que eles são cristãos, enquanto 17% se mantiveram neutros.

O percentual de cristãos que afirmam que sua fé não é percebida por conhecidos subiu gradualmente. Em 2013, o índice era de 14%; em 2019, alcançou 20%; e em 2025, chegou a 30%.

Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, comentou sobre os desafios na vivência pública da fé cristã. “Idealmente, um cristão falaria sobre seu relacionamento com Jesus Cristo não como algo que precisa dizer, mas como uma manifestação espontânea do seu amor por Ele e do impacto que Ele teve em suas vidas. A honestidade dos frequentadores da igreja sobre as lacunas em viver sem vergonha revela que muitos têm espaço para crescer nesse importante aspecto do discipulado”, declarou.

McConnell também apontou a tendência de compartimentalização da vida entre os entrevistados. “É muito fácil compartimentar nossas vidas. Temos amigos do trabalho, amigos da vizinhança, amigos da igreja e amigos com quem nos encontramos para nos divertir, que podem não ter as mesmas áreas. A questão do discipulado é se Jesus Cristo está presente em todas essas áreas de nossas vidas como parte essencial de nossa identidade como seguidores de Cristo”, afirmou.

Apesar da percepção de que parte de sua fé não é conhecida, 65% dos entrevistados indicaram não sentir receio em revelar a pessoas não cristãs que são seguidores de Cristo. Contudo, 17% admitiram sentir esse receio, e outros 17% se declararam neutros.

O levantamento ainda explorou a percepção sobre a presença de Deus em diferentes aspectos da vida. Cerca de 61% discordaram da afirmação de que muitos aspectos de suas vidas “não têm nada a ver com Deus”. Por outro lado, 21% concordaram com a declaração, e 18% não expressaram concordância nem discordância.

Em relação às conversas sobre espiritualidade entre cristãos, os dados apontam para uma frequência menor. Apenas 35% discordaram da afirmação de que “assuntos espirituais não costumam surgir como parte normal das minhas conversas diárias com outros cristãos”, enquanto 42% concordaram com a proposição.

A necessidade de tornar clara a identidade como seguidor de Cristo dividiu os entrevistados. Aproximadamente 47% discordaram da afirmação “não acho que todos que conheço precisem saber que sou um seguidor de Cristo”, ao passo que 33% concordaram com a ideia, e 20% se posicionaram como neutros.

Pesquisas anteriores corroboram a tendência de a espiritualidade ser vista como um assunto privado. Um estudo do Barna Group em 2022 revelou que 56% dos cristãos consideram a vida espiritual um tema particular. A Probe Ministries, em 2021, identificou o pluralismo religioso como um fator para que cristãos evitem compartilhar sua fé, citando crenças na validade de diversas religiões, a aversão a impor crenças e a interpretação de que a Bíblia orienta a não julgar.

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