Colômbia formaliza retorno à declaração do Consenso de Ginebra para integrar bloco diplomático focado na defesa da vida e no fortalecimento familiar
O governo da Colômbia oficializou, nesta quinta-feira (8 de outubro de 2026), seu reingresso na Declaração do Consenso de Ginebra. A adesão foi assinada na sede da missão do país junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), em um movimento conduzido pelo embaixador Alejandro Ordóñez Maldonado. Informações divulgadas pelo portal Evangélico Digital indicam que o ato foi realizado em coordenação com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.
Esta coalizão, que reúne mais de 40 Estados, tem como pilares a melhoria da saúde de mulheres e crianças, o fortalecimento da família como unidade fundamental da sociedade e a defesa da soberania das nações na definição de políticas sanitárias. O documento também reafirma a ausência de um suposto direito internacional ao aborto.
Sobre o impacto jurídico da decisão, a chancelaria colombiana foi enfática ao esclarecer que a medida não altera a legislação interna nem a jurisprudência das cortes superiores do país. Alejandro Ordóñez resumiu o teor da adesão:
No tiene efectos jurídicos, tiene efectos políticos.
O país havia se retirado do bloco em agosto de 2022, apenas duas semanas após o início da gestão de Gustavo Petro. Agora, sob a administração do presidente Abelardo de la Espriella, a diplomacia colombiana retoma o compromisso firmado originalmente em maio de 2022, durante o mandato de Iván Duque.
Contexto internacional e o futuro na ONU
A Declaração do Consenso de Ginebra foi instituída em 2020 por iniciativa dos Estados Unidos, contando com o apoio de países como Brasil, Egito, Hungria, Indonésia e Uganda. Atualmente, os membros buscam elevar a influência da coalizão nos foros globais.
Representantes e líderes pró-vida reunidos em Nova York, em setembro deste ano, discutiram a criação de um grupo central dentro da Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é estabelecer um mecanismo oficial de coordenação entre os governos signatários, utilizando o Consenso de Ginebra como base para pautar debates sobre a preservação da vida desde a concepção até a morte natural.
