Libertação de Amin Ismail marca fim de um período de um ano sob condições severas na prisão de Kobar em Cartum no Sudão após esforços de mobilização
Amin Ismail, filho do pastor Ismail Azzaz, foi finalmente libertado da prisão de Kobar, em Cartum, onde permaneceu detido por mais de um ano. A detenção, considerada injusta por organizações internacionais, ocorreu após o retorno de Ismail à capital sudanesa em julho de 2025 para uma visita familiar. Segundo informações da International Christian Concern (ICC), a prisão foi motivada pelo histórico de firmeza de seu pai na resistência contra o controle estatal sobre terras da igreja, além de um interesse pessoal de um influente oficial local na esposa de Amin.
Apesar de diversas sentenças judiciais terem atestado sua inocência, Amin permaneceu confinado. Relatos apontam que ameaças de morte rondaram o período de encarceramento, com articulações para que ele fosse eliminado logo após uma eventual soltura. A intervenção de grupos de advocacia foi determinante para o desfecho do caso, conforme detalhado pela ICC.
Em um depoimento após ser colocado em liberdade e levado a um local seguro, Amin expressou seu alívio:
“Agradeço a Deus pela minha libertação e sou profundamente grato à ICC pelas orações e pela ajuda oferecida. O apoio deles teve um papel importante neste milagre. Sei que foi o Senhor quem abriu a porta e continuo confiando que Ele me levará em segurança para fora da capital. Por favor, continuem orando por mim e pela minha família.”
Segurança ainda sob alerta
Embora a soltura tenha sido celebrada, a família mantém um estado de cautela rigorosa. A permanência de Amin em Cartum ainda apresenta riscos significativos, dado que os agentes responsáveis por sua perseguição seguem na região.
Representantes da ICC reforçaram a necessidade de atenção contínua enquanto buscam meios de retirar o sobrevivente e seus familiares da área de perigo. “Continuamos elevando Amin Ismail, sua esposa e toda a família diante do trono da graça. Oremos para que o Senhor, que abriu as portas da prisão, também abra um caminho seguro para fora da capital”, ressaltou um integrante da organização.
