Pastor chinês recebe prêmio de direitos humanos após libertação

Mais lidas

Líder religioso da igreja Zion Church é reconhecido internacionalmente por sua resistência após período de cárcere e perseguição na China

O pastor Ezra Jin Mingri foi anunciado como o vencedor do Prêmio Lantos de Direitos Humanos de 2026, um reconhecimento concedido um ano após a onda de detenções que atingiu a sua congregação. A distinção ocorre meses depois de Jin ter sido libertado, após passar 266 dias sob custódia das autoridades chinesas, conforme noticiou o portal Christianity Daily.

Fundador da igreja Zion Church em 2007, Jin tornou-se um dos principais alvos de uma repressão sistemática iniciada em outubro de 2025. Na época, quase 30 pastores e membros da comunidade foram detidos em diversas cidades. Enquanto a maioria foi liberada gradualmente, Jin permaneceu preso até julho de 2026, quando foi enviado para os Estados Unidos.

O pastor pretende utilizar a visibilidade da premiação para pressionar pela soltura de oito líderes de sua igreja que continuam presos. “O Partido Comunista Chinês tem visado a minha comunidade e tantas outras tradições de fé. É vital que pessoas ao redor do mundo se unam para defender uma maior liberdade religiosa na China; este direito é fundamental para qualquer sociedade pacífica e justa”, afirmou Jin.

Resistência contra as restrições estatais

A tensão entre a Zion Church e o governo chinês escalou a partir de 2018, quando os líderes se recusaram a instalar câmeras de reconhecimento facial no santuário. Após o fechamento das instalações físicas pela polícia, a congregação passou a realizar cultos online e em locais privados, o que resultou em maior vigilância e perseguição contra seus integrantes.

“Eu estou especialmente focado em advogar pela libertação de oito dos meus irmãos e irmãs da Zion Church, que permanecem injustamente presos. Eu não descansarei de me manifestar até que eles estejam livres e reunidos com seus entes queridos”, ressaltou o pastor.

A presidente da Lantos Foundation, Katrina Lantos Swett, destacou a trajetória de Jin frente ao cerceamento de crenças. “Ele pode não ter planejado se tornar um defensor poderoso do direito fundamental à liberdade de crença, mas ele assumiu o papel quando solicitado”, pontuou.

Os oito líderes que permanecem detidos e pelos quais Jin clama por liberdade são Gao Yingjia, Wang Lin, Yin Huibin, Wang Zhong, Wang Cong, Liu Zhenbin, Lin Shucheng e Wu Qiuyu.

Ads

Mais notícias

Ads
Ads

Últimas Notícias