Ativista de direitos humanos é mantido incomunicável por soldados após visitar parentes feridos em um hospital militar localizado na região de Jos
Lawrence Zongo, jornalista do portal Truth Nigeria e voluntário da Anistia Internacional, foi preso na última segunda-feira (5) por militares nigerianos. A detenção ocorreu no hospital do quartel Maxwell Khobe, em Jos, momento em que o profissional acompanhava familiares que haviam sofrido um ataque de terroristas Fulani na noite anterior. As informações são do portal Guiame.
Segundo o relato do Truth Nigeria, Zongo foi detido sem a apresentação de qualquer acusação formal. O jornalista permanece incomunicável, sem permissão para contatar seus advogados ou familiares. Fontes indicaram que o ativista, membro da Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Coisas (ECWA), foi detido logo após tomar conhecimento do falecimento de um de seus primos.
Histórico de perseguição e reivindicação por justiça
Esta não é a primeira vez que Zongo enfrenta represálias militares. No passado, o profissional já havia sido preso, espancado e submetido a maus-tratos após realizar denúncias sobre violações de direitos humanos no país. O fundador do Truth Nigeria, Judd Saul, exigiu a soltura imediata do jornalista.
Gostaria que os militares usassem esses recursos para prender as milícias étnicas Fulani que estão cometendo os crimes reais.
O Exército da Nigéria ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso e não respondeu aos questionamentos da imprensa. Nas redes sociais, a ativista Grace Gye manifestou apoio ao jornalista:
“Libertem Lawrence Zongo. Ele não é um criminoso. Ele é um ativista dos direitos humanos com um coração de ouro, comprometido em lutar por justiça e dar voz aos que não têm”.
A Nigéria é considerada um dos países mais hostis ao cristianismo, ocupando a 7ª posição na Lista Mundial de Vigilância da organização Portas Abertas. Entre outubro de 2024 e setembro de 2025, o país registrou a morte de 3.490 cristãos por razões de fé.
