Cidadão cristão permanece sob custódia policial após denúncias que envolvem acusações graves de ofensas religiosas e circulação de vídeos online
Um homem cristão, identificado como Amir Masih, continua detido no Paquistão desde o dia 11 de agosto. A prisão ocorreu após o registro de um boletim de ocorrência na delegacia de Nowshera Virkan, sob as seções 295-A, 295-C e 298 do Código Penal paquistanês, conforme reportado pela International Christian Concern (ICC).
O caso, que ocorre no distrito de Gujranwala, Punjab, ganhou notoriedade devido à gravidade das acusações. A seção 295-C, especificamente, prevê a pena de morte para ofensas direcionadas ao Profeta Muhammad. A denúncia aponta que, em 10 de agosto, Masih teria proferido frases ofensivas durante uma conversa e compartilhado um vídeo em redes sociais contendo material religioso que os queixosos consideraram inadequado.
Apelo por investigação imparcial
A organização Human Rights Focus Pakistan (HRFP) solicitou uma investigação independente sobre os fatos. O grupo defende que a origem e a autenticidade do material digital precisam ser verificadas, ponderando a possibilidade de que a conta do acusado possa ter sido manipulada.
A organização destacou que o registro de uma queixa não comprova a culpa do indivíduo e reforçou a necessidade urgente de proteger o acusado, seus parentes e a comunidade cristã local.
O clima na vila de Dhala Sharif, onde Masih reside, tornou-se hostil após o episódio. Relatos indicam que famílias cristãs precisaram abandonar temporariamente suas residências por medo de violência coletiva. O padre local, Lazar Aslam, afirmou que a intervenção policial foi determinante para evitar ataques maiores contra a comunidade cristã na região.
Atualmente, o caso tramita sob custódia judicial, com Masih transferido para a prisão do distrito de Gujranwala. Familiares do acusado também enfrentaram riscos e tiveram que entrar em esconderijos para garantir sua integridade física diante das ameaças recorrentes.
