Justiça encerra caso contra pregador que distribuía panfletos bíblicos sobre Sodoma e Gomorra no bairro de Soho em Londres
Um pregador de rua foi absolvido de acusações criminais após distribuir folhetos sobre a narrativa bíblica de Sodoma e Gomorra no distrito de Soho, em Londres. Richard Johnson, de 72 anos, enfrentava um processo baseado na Lei de Ordem Pública de 1986, conforme reportado pelo portal Christianity Daily.
O caso teve início no ano passado, quando Johnson, que distribuía diversos materiais religiosos, foi confrontado por dois homens. Os indivíduos exigiram que ele deixasse a área, o que forçou o pregador a se retirar por preocupações com sua segurança. Posteriormente, os homens registraram uma reclamação formal sob o argumento de que o Soho seria um espaço seguro para a comunidade LGBT e, portanto, o conteúdo do folheto não deveria ser permitido.
Em julgamento realizado em 4 de setembro, o tribunal concluiu que, embora o material pudesse causar desconforto ou ser considerado ofensivo por alguns, não houve a prática de qualquer infração penal. A corte rejeitou a tese da acusação de que o bairro operaria sob padrões legais distintos e determinou a concessão de uma ordem de custas processuais em favor da defesa.
Após a decisão, Johnson manifestou alívio diante do desfecho judicial. “Depois de quase dois anos com isso pendente sobre mim, estou feliz por estar livre. Faço isso porque realmente amo as pessoas LGBT e quero que elas vão para o Céu e não para o Inferno. Amor é dizer a verdade às pessoas, mesmo que elas fiquem ofendidas com a mensagem.”
O suporte jurídico foi fornecido pelo Christian Legal Centre. Andrea Williams, diretora-executiva da organização, criticou a condução do caso. “Richard Johnson nunca deveria ter suportado quase dois anos com uma acusação criminal pairando sobre ele simplesmente por distribuir pacificamente um folheto do Evangelho cristão”, pontuou ela.
A executiva enfatizou ainda que a tentativa de classificar partes de Londres como zonas de censura, onde crenças cristãs seriam sujeitas a padrões diferentes, é preocupante. Segundo a organização, a liberdade de expressão e de religião deve ser assegurada a todos e em qualquer lugar.
