Estudantes cristãos desafiam política de não discriminação que impede a exigência de crença religiosa para ocupação de cargos de liderança acadêmica
A organização estudantil Campus Bible Fellowship (CBF) ingressou com uma ação judicial no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte de Nova York contra a faculdade SUNY Broome. O grupo contesta uma política institucional que veta a exigência de que líderes de clubes sejam praticantes da fé cristã, conforme relatado pelo Christianity Daily.
De acordo com o processo, a instituição de ensino tem se recusado a reconhecer oficialmente a CBF como um clube estudantil. A medida resulta na impossibilidade de o grupo reservar espaços no campus e acessar recursos financeiros destinados a organizações reconhecidas.
A denúncia sustenta que a SUNY Broome viola os direitos previstos na Primeira Emenda. O documento argumenta que a política de não discriminação não é aplicada de forma igualitária a todos os grupos do campus, permitindo que outras organizações limitem seus cargos de liderança ou direitos de membros a estudantes selecionados.
Histórico de disputas judiciais na instituição
Este é o segundo movimento jurídico contra as normas da faculdade. A organização InterVarsity Christian Fellowship também move uma ação, representada pelo Becket Fund for Religious Liberty, alegando interferência indevida na governança e doutrina do grupo.
Nos últimos quinze anos, a Suprema Corte reafirmou repetidamente que organizações religiosas possuem o direito fundamental, sob a Primeira Emenda, de selecionar livremente seus líderes religiosos sem interferência do Estado.
A CBF, que conta com a representação da Alliance Defending Freedom, defende que a postura da faculdade tenta controlar componentes essenciais da fé e governança interna. A Suprema Corte dos EUA já advertiu, em três ocasiões na última década, que governos não podem negar acesso a benefícios a organizações religiosas com base em suas crenças.
