O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo aponta perseguição sistemática e critica a condução das investigações pelo ministro Alexandre de Moraes
O pastor Silas Malafaia declarou, no último domingo (6), durante culto realizado na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, que se encontra preparado para a possibilidade de uma prisão. O religioso afirma ser alvo de perseguição política e religiosa, sustentando que as medidas judiciais em curso fazem parte de uma estratégia de intimidação. A informação foi publicada pelo portal Guiame.
A fala ocorre em um contexto de enfrentamento de uma ação penal aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Malafaia atribui as medidas restritivas a uma resposta por suas críticas constantes ao ministro Alexandre de Moraes e por sua atuação na organização de manifestações na Avenida Paulista.
“Eu sou um perseguido político e religioso. Eu estou fazendo uma declaração séria e eu tenho que provar para essa igreja o que eu estou falando”
O pastor relembrou o episódio ocorrido em agosto de 2025, no Aeroporto Internacional do Galeão, quando foi submetido a um mandado de busca e apreensão. Na ocasião, seu passaporte e cadernos teológicos foram retidos pela Polícia Federal. Segundo o líder religioso, a apreensão dos documentos ocorreu sem a existência de risco iminente de fuga, uma vez que ele estava retornando do exterior.
Sobre a postura das autoridades, Malafaia questionou a condução do caso. “Eu não sou subversivo, não sou traficante, não sou bandido, eu não roubei o Estado. Como é que se trata um líder religioso como se fosse um bandido?”
Alerta sobre impactos na congregação
Para o pastor, os ataques dirigidos à sua figura teriam o objetivo final de desmantelar a igreja que lidera. Ele enfatizou aos fiéis que a ADVEC poderia ser alvo de desmoralização futura. “Vocês pensam que eles não querem atingir a ADVEC, que eles não querem desmoralizar vocês? Isso é a tática do diabo, atacar o líder para depois desmantelar a igreja”, pontuou.
Malafaia reforçou que pretende manter sua postura pública, independentemente das possíveis consequências legais. “Pode mandar me prender, eu não vou me calar diante dos absurdos que eu conheço”, concluiu.
