Líder americana clama por pressão internacional diante da possibilidade de sentença vitalícia para ativista pró-democracia detido em Hong Kong
A ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, solicitou que parlamentares e a comunidade global intensifiquem esforços pela libertação de Joshua Wong. O ativista cristão de 29 anos, uma das vozes mais conhecidas do movimento pró-democracia de Hong Kong, enfrenta a possibilidade de uma sentença de prisão perpétua após declarar-se culpado por acusações relacionadas à segurança nacional, conforme reportado pelo Christianity Daily.
Em discurso no plenário da Câmara, Pelosi classificou a legislação de segurança imposta em Hong Kong não como um mecanismo de proteção, mas sim como uma ferramenta de repressão. A democrata californiana também citou o caso do empresário de mídia Jimmy Lai, alertando que ambos os ativistas correm o risco de passarem o restante de suas vidas detidos.
“Estamos falando de defender a liberdade. Não podemos permitir que isso seja ignorado”, afirmou Pelosi ao reforçar que o Congresso mantém apoio bipartidário aos direitos humanos em Hong Kong e outras regiões da China. A parlamentar destacou a importância de assegurar que Wong e Lai saibam que não foram esquecidos.
Acusações e contexto legal
Joshua Wong admitiu ter conspirado com entidades estrangeiras em um período entre julho e novembro de 2020. A acusação alega que o ativista incentivou a aplicação de sanções internacionais contra Hong Kong e a China. Atualmente, ele já cumpre uma pena de quatro anos e oito meses devido a seu envolvimento em eleições primárias não oficiais no mesmo ano, com previsão de término em janeiro de 2027.
O ativista ganhou destaque internacional ainda adolescente e tornou-se figura central no “Movimento dos Guarda-Chuvas” em 2014. Sua trajetória é marcada pela influência de sua fé cristã, tendo estudado em uma instituição mantida pela igreja. A situação de Wong insere-se em um cenário de crescentes restrições à liberdade de expressão religiosa e política na região, afetando também congregações cristãs na China continental, onde prisões de líderes religiosos têm sido registradas recentemente.
