Violência e Ameaças Moldam Apoio Democrata a Israel no Congresso Americano

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Ameaças e vandalismo contra políticos levam democratas a repensar apoio a Israel em meio a crescentes protestos

A escalada da violência e das ameaças direcionadas a políticos americanos tem provocado um notável recuo no apoio de congressistas democratas a Israel. Ativistas anti-Israel têm protagonizado manifestações que resultam em interrupções de encontros com eleitores e intimidações a parlamentares, influenciando diretamente o cenário político em Washington. A fonte original, CBN News, relata que o deputado democrata de Washington, Adam Smith, vivenciou vandalismo em sua residência e um princípio de incêndio em sua garagem, além de ter um membro de sua equipe agredido durante um evento.

Smith declarou ao Jewish Insider que a situação o impede de realizar audiências públicas presenciais há um ano. “Estou impossibilitado de realizar uma reunião pública há um ano porque um bando de esquerdistas aparece e grita comigo e não deixa mais ninguém falar… Você fala sobre ‘iliberal’? Ter pessoas em frente à minha casa, gritando ameaças de morte para mim e ameaçando minha esposa, ok?”, relatou o congressista. Como um defensor de longa data de Israel, Smith foi um dos mais de cem democratas que votaram a favor de uma emenda para cortar auxílio militar ao país, um movimento que, apesar de falhar, evidenciou a diminuição do suporte democrata.

Adam Turner, vice-diretor de relações governamentais da Organização Sionista da América, alertou para o impacto das vitórias ativistas. “Quanto mais vitórias os tipos anti-Israel têm, mais os democratas regulares ficam com medo, e quanto mais medo sentem, menos prováveis são de serem pró-Israel”, disse Turner à CBN News.

Uma tendência preocupante observada é a recusa de alguns democratas em se reunirem com apoiadores pró-Israel. Turner descreveu como chocante a relutância de alguns parlamentares em receber membros de sua organização. Ele contrastou essa postura com a prática antiga de ouvir os eleitores, independentemente de suas posições, algo que, segundo ele, não ocorre mais com determinados congressistas.

A atmosfera de intimidação também se manifestou em ataques diretos. A residência do governador pró-Israel da Pensilvânia, Josh Shapiro, foi alvo de um atentado com coquetel molotov. O congressista Jared Moskowitz, da Flórida, recebeu ameaças por voicemail direcionadas a ele e sua família. O FBI informou ao congressista Josh Gottheimer que um ataque em larga escala contra membros pró-Israel do Congresso foi impedido.

Embora seja impossível quantificar o impacto exato das ameaças e intimidações, os dados de votação indicam uma mudança significativa. Em 2024, apenas 17% dos democratas na Câmara votaram contra a ajuda a Israel. Em 2026, esse número saltou para quase metade, com 48% votando contra o pacote de financiamento.

O senador democrata John Fetterman tem sido uma voz crítica dentro do partido pela crescente hostilidade a Israel. Em contrapartida, o candidato ao Senado dos EUA por Michigan, Abdul El-Sayed, que se opõe à ajuda a Israel, chegou a sugerir que o senador Fetterman deveria ser derrotado, referindo-se a ele como um “ogro” cuja cabeça deveria ser colocada em uma lança.

Lideranças partidárias ainda não se posicionaram sobre discursos como o de Hasan Piker, que defendeu a remoção de democratas pró-Israel e fez declarações controversas sobre os ataques de 11 de setembro e sobre o grupo Hamas. Piker também utilizou termos depreciativos para se referir a judeus israelenses e ortodoxos.

David Harsanyi, do Washington Examiner, sugere que democratas moderados estão cedendo à pressão da ala progressista. “Não estou dizendo que todo mundo que é crítico a Israel é antissemita, mas onde você está em relação a Israel – e novamente, não estou dizendo que Israel faz tudo perfeitamente – para mim é uma espécie de teste de QI moral”, afirmou Harsanyi. “Se você está defendendo o Hamas, se está com o regime iraniano, se está agitando uma bandeira palestina em um protesto, tenho quase certeza de que você também odeia a América.”

Uma estimativa aponta que apenas um terço dos judeus americanos vota no Partido Republicano. Esse número pode crescer significativamente caso a hostilidade a Israel dentro do Partido Democrata e as ameaças a seus representantes persistam.

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