Esperanças de acordo para reabrir o Estreito de Hormuz trazem alívio aos mercados globais de petróleo, mas tensões com o Hamas persistem em Gaza
Os preços do petróleo registraram uma queda de 5%, com o Brent caindo abaixo de US$ 80 o barril. A movimentação do mercado ocorre após notícias sobre um avanço nas negociações para a abertura do Estreito de Hormuz, um canal vital para o transporte de petróleo.
O Secretário de Estado Marco Rubio expressou otimismo sobre o progresso das conversas, indicando que a desnuclearização do Irã permanece como o objetivo principal. “Podemos dizer que houve progresso nessas conversas, mas ainda não há finalidade. Esperamos que isso aconteça muito em breve”, declarou Rubio. O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também previu a possibilidade de um acordo com o Irã já na quarta-feira. “Estamos em conversas com os iranianos, e acho que há uma chance de termos um acordo hoje ou amanhã para abrir o Estreito”, afirmou Bessent, que disse ainda que a possibilidade de um acordo com o Irã para reabrir o Estreito de Hormuz pode acontecer ainda nesta semana.
O Irã estaria considerando permitir que países europeus auxiliem na remoção de minas do Estreito, um passo crucial para restabelecer a confiança de empresas de navegação e seguradoras. No entanto, a aprovação final dependeria da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), responsável pela colocação das minas, o que expõe divisões internas no país.
Oficiais iranianos e de Omã trabalham em uma proposta que designaria uma rota específica para navios que entram no Golfo Pérsico, próxima à costa iraniana, enquanto o tráfego de saída utilizaria um canal perto de Omã. Teerã anunciou que haveria taxas de serviço compartilhadas com Omã, mas os Estados Unidos insistem que qualquer acordo deve garantir a liberdade de navegação, sem aprovação ou cobrança de pedágio pelo Irã.
Paralelamente, o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou que o país não aceitou os termos do “Gaza Board of Peace” para o desarmamento do Hamas. Em um vídeo postado no Facebook, Netanyahu disse que Israel “não recuará de nossas linhas atuais… até que o Hamas seja completamente desarmado”.
Em meio às negociações diplomáticas, o porta-voz do Hamas, Ghazi Hamad, afirmou ao jornalista britânico Piers Morgan que a resistência é a “missão sagrada” do grupo. Ele evitou responder sobre quando o Hamas desarmaria e entregaria suas armas, parte do plano de paz, declarando que o grupo “continuará a lutar… até que alcancemos o fim desta ocupação e a liberdade para nosso povo”.
A mídia também reportou que as forças militares dos EUA utilizaram quase a totalidade de seus sistemas de mísseis táticos de longo alcance e mísseis de precisão, além de cerca de 80% dos interceptores THAAD e aproximadamente metade dos Patriot. Embora o CENTCOM tenha conseguido reabastecer parte dos estoques, oficiais alertam que novos ataques em larga escala no Irã poderiam exigir maior dependência de missões de bombardeio tripuladas.
