Centenas de cristãos marcham no México contra lei de reconhecimento de gênero e pedem diálogo
Centenas de cristãos participaram no fim de semana em Chiapas, no México, da Gran Marcha Ciudadana por los Valores. A manifestação expressou o repúdio à reforma do Código Civil aprovada em 30 de junho pelo Congresso estadual, que institui o reconhecimento administrativo da identidade de gênero. A organização Avivando a México AC liderou o protesto, com apoio de outras entidades cristãs, conforme noticiado pelo jornal local El Sol de Chiapas.
A marcha teve início no Parque 5 de Mayo e percorreu até o Parque Central de Tuxtla Gutiérrez. Os organizadores entregaram um manifesto público e solicitaram ao governador Eduardo Ramírez Aguilar a abertura de uma mesa de diálogo.
Marco Tulio Carrascosa, presidente da Avivando a México AC, explicou que o evento não visava confrontar grupos sociais. “Não buscamos a confrontação… mas quando já se trata de impor, é aí onde temos que levantar a voz”, declarou. Ele ressaltou que a convocação era aberta a todos os cidadãos, independentemente de religião, desde que defendessem a família e a infância.
A deputada local María Isabel Rodríguez Jiménez, do partido Morena, que votou contra a reforma, também esteve presente na mobilização. Ela afirmou que sua participação seria “como mãe e como representante popular” para acompanhar as famílias. “Isso não tem a ver com partidos políticos nem com religião. Trata-se de uma marcha cidadã em defesa dos nossos valores, das nossas famílias e, sobretudo, do bem-estar das crianças”, disse em mensagem divulgada pela REC Media.
A aprovação da reforma, em 30 de junho, pelo Congresso do Estado de Chiapas, estabeleceu um procedimento administrativo para que maiores de idade possam alterar nome e marcador de gênero em documentos oficiais. A mudança não exige diagnósticos médicos, tratamentos hormonais ou cirurgias. O Congresso justificou a reforma como uma medida para garantir direitos como identidade, igualdade, dignidade humana e não discriminação, além de harmonizar a legislação local com normas constitucionais e de direitos humanos.
Este evento marcou uma das primeiras manifestações públicas do setor cristão após a aprovação da lei. Os organizadores planejam continuar o diálogo com o governo estadual e promover iniciativas voltadas à proteção da família e da infância.
