Polonesa cristã tem viagem ao Reino Unido vetada após condenação por ‘discurso de ódio’

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Parlamentar finlandesa tem permissão de viagem ao Reino Unido revogada após condenação por panfleto cristão

A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen relatou que sua autorização eletrônica de viagem (ETA) para o Reino Unido foi cancelada pelo governo britânico. A decisão ocorreu após a Suprema Corte da Finlândia manter sua condenação por “insultar um grupo”, decorrente de um panfleto que detalhava a visão bíblica sobre casamento e sexualidade.

Inicialmente, Räsänen recebeu a aprovação para a ETA em junho, mas dois dias antes de sua viagem prevista, foi notificada do cancelamento. Ela informou à CBN News que precisou declarar sua condenação ao solicitar a permissão. A parlamentar e médica tem um evento marcado para o próximo mês na Irlanda do Norte, onde falaria sobre liberdade de expressão e fé, mas agora sua presença é incerta.

Räsänen busca agora um visto para poder entrar no Reino Unido, um processo que descreve como mais difícil e caro. Ela ressaltou a estranheza da situação, considerando que já viajou diversas vezes ao Reino Unido em sua carreira como parlamentar e ex-ministra do Interior.

O caso remonta a uma acusação de discurso de ódio, iniciada há sete anos com um post em redes sociais onde ela compartilhava um versículo bíblico. A condenação final se deu por um panfleto intitulado “Male and Female He Created Them”, que defendia a união entre homem e mulher. Apesar de ter sido absolvida em instâncias inferiores, a decisão foi revertida pela Suprema Corte em um julgamento apertado.

Päivi Räsänen relatou que a situação teve consequências para a liberdade de expressão e de fé na Finlândia. Ela expressou preocupação com outros cristãos que compartilham visões semelhantes e temem processos futuros.

O líder religioso Juhana Pohjola, que também foi condenado junto com Räsänen pelo mesmo material, teria enfrentado dificuldades semelhantes ao tentar viajar para a Austrália. Räsänen está recorrendo à Corte Europeia de Direitos Humanos com a esperança de reverter a decisão da Suprema Corte finlandesa.

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