Trump anuncia que derrota do Irã está próxima e vice-presidente Vance afasta operação militar terrestre em grande escala
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (data não especificada na fonte) que a derrota do Irã é uma questão de tempo, afirmando que a República Islâmica do Irã não está satisfeita com a situação atual. As declarações ocorrem em meio a uma intensificação da pressão militar dos EUA sobre o país, com novos ataques sinalizando uma possível expansão do conflito.
Para o quinto dia consecutivo, o Comando Central dos EUA realizou ataques, incluindo incursões diurnas, visando a infraestrutura militar iraniana. A Marinha dos EUA mantém um bloqueio naval no Estreito de Hormuz, ao qual o Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) respondeu com ameaças de interromper exportações de energia do Oriente Médio, um movimento que pode desestabilizar os mercados globais de petróleo.
As opções sob consideração para expandir as operações militares americanas no Irã incluem ataques aéreos adicionais, a apreensão de ilhas iranianas próximas ao estreito e o alvo de um local fortificado suspeito de apoiar atividades nucleares secretas. Trump expressou a possibilidade de uma resolução, dizendo que o Irã deseja o encerramento da situação, mas que os EUA estão preparados para “terminá-la de vez”, se necessário.
Em contraste com a retórica de escalada, o vice-presidente J.D. Vance, em participação no podcast “The Joe Rogan Experience”, deixou claro que uma operação militar terrestre em larga escala não está nos planos. Vance afirmou categoricamente que os Estados Unidos não enviarão 150.000 soldados para o Irã com o objetivo de promover uma mudança de regime, a menos que a própria população iraniana deseje tal resultado. Ele enfatizou que a proposta de enviar tropas seria equivalente a o militar americano realizar o trabalho para o povo iraniano, algo que, segundo ele, os EUA não fazem mais.
No Irã, a tensão é palpável, com um novo outdoor exibindo uma imagem do presidente Trump em um caixão, uma demonstração explícita de ameaça.
Paralelamente, em Israel, a Knesset fez um momento de silêncio em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham, reconhecido como um grande amigo do país. Na política americana, uma parte crescente de democratas na Câmara dos Representantes tem se distanciado do apoio a Israel, propondo legislação para cortar a ajuda militar dos EUA.
Um projeto de lei bipartidário tem ganhado força com o objetivo de desmantelar permanentemente a UNRWA, a Agência das Nações Unidas de Obras para os Refugiados da Palestina no Oriente Próximo, e substituí-la. Hillel Neuer, do grupo de vigilância U.N. Watch, criticou a agência, afirmando que ela “existe apenas para perpetuar guerra, ressentimento e terrorismo”, tendo recebido bilhões de dólares de contribuintes americanos e de outros países sem ter realocado um único palestino em sete décadas. Neuer defende o desmantelamento da UNRWA como condição para a paz entre Israel e os palestinos e elogiou uma rara repreensão da ONU ao Hamas por sequestrar ajuda humanitária.
