John Adams defendia a Bíblia como pilar fundamental para a liberdade e moralidade da nação americana
Em meio às celebrações do 250º aniversário da independência americana, evidências históricas reforçam a forte ligação dos fundadores do país com o legado judaico-cristão. John Adams, figura proeminente na Revolução Americana e segundo presidente dos Estados Unidos, destacou consistentemente a importância da fé e da moralidade, com a Bíblia ocupando um lugar central em suas convicções.
Adams, conhecido por sua perspicácia e papel crucial nos momentos iniciais da América, via a liberdade não como uma dádiva exclusivamente humana. Em uma carta de 1776 a seu primo Zabdiel Adams, ele escreveu sobre a necessidade de que a religião e a moralidade estabelecessem os alicerces sobre os quais a liberdade poderia se sustentar de forma segura.
“É a religião e a moralidade sozinhas que podem estabelecer os princípios sobre os quais a liberdade pode ficar segura… a única base para uma constituição livre são virtudes puras, e se isso não puder ser inspirado em nosso povo, em maior medida do que eles o têm agora, eles podem mudar seus governantes e as formas de governo, mas não obterão uma liberdade duradoura.”
Vinte anos depois, em 1796, Adams aprofundou sua perspectiva, esclarecendo em seu diário que não se tratava de uma religião genérica, mas sim do Cristianismo. Ele declarou que a religião cristã era, de todas as que já existiram, a que mais se destacava por sua sabedoria, virtude, equidade e humanidade.
Diante de desafios como a sucessão de George Washington e as tensões diplomáticas com a França em 1798, Adams reforçou as bases do governo americano. Ao falar com a milícia de Massachusetts, Adams enfatizou a fragilidade de qualquer governo diante de paixões humanas sem freios morais e religiosos.
“Nós não temos um governo armado com poder capaz de contender com paixões humanas desenfreadas pela moralidade e religião,” Adams declarou. “A cobiça, a ambição, a vingança ou a galantaria quebrariam as mais fortes cordas de nossa constituição como uma baleia atravessa uma rede. Nossa constituição foi feita apenas para um povo moral e religioso. Ela é inteiramente inadequada para o governo de qualquer outro.”
Em correspondências com Thomas Jefferson, Adams compartilhou reflexões profundas sobre o Cristianismo e a Bíblia. Em uma carta de 1813, ele afirmou que os princípios que guiaram os pais fundadores na conquista da independência eram os mesmos princípios gerais do Cristianismo, considerando-os eternos e imutáveis.
Em outra missiva, datada de dezembro de 1813, Adams confessou ter examinado diversas religiões e concluído que a Bíblia era, sem dúvida, o melhor livro do mundo.
