Nova estrutura visa garantir assistência espiritual permanente para tropas em serviço em todas as bases militares sob comando do Pentágono
O secretário de Guerra Pete Hegseth anunciou, durante o evento State of the Force na base de Quantico, na Virgínia, a criação do novo Escritório de Assuntos Religiosos. A iniciativa, reportada pelo Christianity Daily, busca consolidar o suporte espiritual como um componente central da prontidão militar.
Para o secretário, a fé é o elemento essencial da República. Ele argumentou que as constantes transferências de soldados prejudicam a estabilidade de suas comunidades religiosas, exigindo uma política de suporte consistente em qualquer local de atuação. “Nossa pasta tem, portanto, um dever sagrado: suporte religioso de primeira classe onde quer que enviemos nossos guerreiros”, declarou Hegseth.
Combate à burocracia e defesa da fé
O novo gabinete reportará diretamente ao secretário, sem filtros burocráticos. O objetivo declarado é garantir que os capelães militares possuam um defensor nos mais altos níveis de decisão do Departamento de Defesa. Hegseth criticou gestões anteriores, alegando que o humanismo secular e a correção política enfraqueceram as capelanias, resultando em cortes de verbas e deterioração das estruturas físicas.
A nossa pasta está, por assim dizer, vestindo a armadura completa de Deus. Porque, embora travemos guerras físicas, todos sabemos que a verdadeira batalha é espiritual. Deus é bom. O mal não é. Os militares da América devem entender a diferença.
Controvérsias e reações
A medida integra um conjunto de mudanças que inclui a redução de identificadores religiosos de mais de 200 para 31, visando combater o que o secretário define como uma influência secular excessiva no corpo de capelães. O movimento gerou reações divergentes:
- Apoio: A Arquidiocese Católica Romana para os Serviços Militares dos EUA expressou esperança de que o escritório reforce o acompanhamento aos soldados, marinheiros e aviadores.
- Crítica: Rachel Laser, CEO da Americans United for Separation of Church and State, acusou a gestão de promover uma “cruzada” e elevar o cristianismo acima de outras vertentes em violação à liberdade religiosa constitucional.
