Vice-presidente Vance cita progresso em negociações com o Irã após talks, mas Israel enfatiza permanência no Líbano até desarmamento do Hezbollah
O vice-presidente JD Vance retornou aos Estados Unidos após a primeira rodada de negociações com o Irã, que parece ter terminado de forma positiva. No entanto, a questão do Hezbollah no Líbano permanece um ponto de discórdia. Vance demonstrou otimismo após se reunir com negociadores iranianos na segunda-feira.
Segundo Vance, as conversas foram muito produtivas e estabeleceram uma base para uma transformação no Oriente Médio. Ele destacou a criação de mecanismos para garantir a abertura dos Estreitos de Ormuz e a gestão de conflitos regionais. Além disso, os inspetores nucleares iranianos foram autorizados a entrar no país pela primeira vez em muito tempo, com a intenção de reforçar o regime de inspeção e impedir o desenvolvimento de armas nucleares.
Vance descreveu os negociadores iranianos como confusos, mas ressaltou a importância de focar nas ações e não apenas nas palavras. “Seja de boa ou má fé, você não pode confiar nas palavras de ninguém. Você tem que confiar no que eles realmente fazem”, observou Vance. A equipe de Vance permaneceu para continuar as negociações técnicas.
A mídia estatal iraniana informou o fim das conversas técnicas, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmando que o país não negociou seu programa nuclear nem fez novos compromissos. O presidente Trump, ao ser questionado, declarou que a preocupação com o Irã não possuir armas nucleares supera o receio de impacto econômico, prometendo agir se o acordo não for cumprido.
Por outro lado, o bilionário canadense-israelense Sylvan Adams expressou ceticismo sobre o memorando EUA-Irã, questionando as concessões americanas. Adams teoriza que o presidente Trump pode estar buscando uma pausa nas tensões para evitar instabilidade econômica antes das eleições de meio de mandato em novembro, visando manter o preço do petróleo baixo.
O presidente israelense Isaac Herzog também manifestou preocupação, destacando que os inimigos de Israel buscam se reerguer, colocando o país em risco. “Nós somos os que somos visados pelo império do mal do Irã e seus representantes”, disse Herzog, ressaltando que o desejo do Irã de se tornar um estado nuclear é uma ameaça tangível à paz mundial.
A principal preocupação imediata de Israel é com a situação no Líbano. Delegações israelenses e libanesas estão agendadas para se reunir em Washington para discutir o desarmamento do Hezbollah e a possibilidade de normalização entre os dois países. Israel se recusa a deixar o sul do Líbano até que o governo libanês demonstre capacidade de controle e desarmamento do grupo.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os soldados israelenses têm “liberdade total” para impedir ameaças e que permanecerão na zona de segurança no sul do Líbano pelo tempo necessário para proteger os cidadãos.
