Médico missionário se recupera de Ebola no Congo e agradece: ‘Gratidão a Deus’

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Médico missionário americano recebe alta após contrair Ebola no Congo e expressa gratidão

O médico missionário americano Peter Stafford, que contraiu Ebola enquanto servia na República Democrática do Congo (RDC), recebeu alta do hospital em Berlim. Stafford passou semanas em tratamento intensivo após ser infectado. Segundo a organização cristã Serge, sua família também foi liberada da quarentena.

Rebekah Stafford, esposa do médico e também profissional da saúde, expressou gratidão em nome da família pelas orações recebidas. “Em nome da nossa família, gostaria de expressar a nossa profunda gratidão a Deus por preservar a vida de Peter e a todos os que oraram e continuam a orar em nosso nome”, declarou.

Peter Stafford atua como cirurgião pela Serge e foi exposto ao vírus Ebola durante uma cirurgia no Hospital Nyankunde, no leste congolês, onde trabalha desde 2023. A infecção ocorreu antes da confirmação oficial do surto da variante Bundibugyo na região.

Após apresentar sintomas, o médico foi transferido em maio para o Hospital Universitário Charité, em Berlim. Considerada uma referência europeia em doenças infecciosas, a unidade de saúde aplicou terapias experimentais contra a variante específica do Ebola.

Os exames realizados no final de maio indicaram a ausência do vírus, e Stafford permaneceu mais de 72 horas sem sintomas, cumprindo os critérios internacionais para o fim do isolamento. Durante a recuperação, o médico ressaltou a qualidade do atendimento recebido, mas também apontou a disparidade de recursos disponíveis para pacientes no Congo.

O caso acontece em meio a um dos mais significativos surtos recentes de Ebola na África Central. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já implementou um plano emergencial para conter a disseminação da doença na RDC e em países vizinhos.

Autoridades sanitárias alertam que a variante Bundibugyo, embora menos comum, ainda carece de vacinas e tratamentos amplamente aprovados, o que representa um desafio para o controle da epidemia. A missão Serge também informou sobre a evacuação de outro médico missionário americano, Patrick LaRochelle, após exposição de alto risco, embora ele não tenha apresentado sintomas.

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