Discurso de Reagan em 1984 sobre o Dia D ecoa com fé e chamado à bênção divina

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A importância da fé e do pedido de bênção divina em tempos de conflito como expressos no discurso de Ronald Reagan no 40º aniversário do Dia D

Em 6 de junho de 1984, o presidente Ronald Reagan proferiu um discurso marcante no local do Monumento do Ranger dos EUA em Pointe du Hoc, França, para comemorar o 40º aniversário da invasão do Dia D. Reagan, ele próprio um veterano da Segunda Guerra Mundial, relembrou o heroísmo dos soldados que arriscaram suas vidas para derrotar um inimigo com intenções de escravizar o mundo. A fala do presidente enfatizou a profunda fé dos combatentes e a crença de que Deus era um aliado na causa pela libertação.

Diante de veteranos e líderes mundiais, Reagan destacou a distinção moral entre o uso da força para libertação e para conquista. Ele ressaltou que os homens de 1944 lutaram com a certeza de que suas ações estavam corretas e que lutavam pela humanidade. “Havia uma profunda certeza – e oremos para que não a tenhamos perdido – de que existe uma diferença moral profunda entre o uso da força para libertação e o uso da força para conquista”, disse Reagan.

O presidente compartilhou como os americanos que lutaram naquela manhã sentiam o apoio de quem estava em casa. Ele imaginou igrejas cheias em oração e o som do sino da liberdade tocando na Filadélfia. A força desses homens, segundo Reagan, também vinha da convicção de que a Providência divina teria um papel fundamental nos eventos, considerando Deus um aliado em sua grande causa.

“Não curvem suas cabeças, mas olhem para cima para que possam ver a Deus e pedir Sua bênção no que estamos prestes a fazer.”

Reagan relembrou a instrução de um coronel a suas tropas na noite anterior à invasão, pedindo que olhassem para cima em oração. Ele também citou o general Matthew Ridgway, que em sua vigília ouvia a promessa divina de não falhar nem abandonar seus soldados. O discurso ecoou a importância de renovar o compromisso com a liberdade e a aliança que a protege, reafirmando que as ações devem demonstrar o entendimento do sacrifício daqueles que morreram.

O presidente também refletiu sobre o período pós-guerra, mencionando a reconstrução da Europa e a formação da aliança atlântica como um escudo para a liberdade, prosperidade e paz. No entanto, ele não deixou de lado as dificuldades, como países libertados que acabaram sob domínio soviético. A fala concluiu com um apelo à renovação dos votos em memória aos caídos e à perseverança na defesa dos ideais pelos quais viveram e morreram.

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