Trump afirma que Irã concordou em abandonar programa nuclear enquanto negocia acordo e Israel avança no Líbano
O Presidente Trump declarou que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares como parte de um acordo em negociação, que também visa a abertura do Estreito de Ormuz. A declaração surge em meio a tensões e confrontos militares entre os Estados Unidos e o Irã, conforme anunciado pelo CENTCOM.
O CENTCOM informou ter realizado ataques em legítima defesa contra locais de radar e comando e controle iranianos após a derrubada de um drone americano. O Kuwait também interceptou disparos de drones e mísseis. O governo dos EUA busca um acordo que garanta a não proliferação nuclear e a entrega de urânio enriquecido pelo Irã.
Segundo o Presidente Trump, não há pressa para fechar o acordo. Ele mencionou em entrevista à Fox News: “Eu prefiro ter um acordo porque podemos abrir o Estreito (de Ormuz) imediatamente após a assinatura. A única garantia que preciso ter é que não haverá armas nucleares. Eles concordaram com isso.” Ele ponderou que a pressa pode impedir um bom acordo, mas que os EUA estão gradualmente obtendo o que desejam, com a possibilidade de encerrar as negociações de outra forma se necessário.
O Secretário de Guerra, Pete Hegseth, confirmou que a opção militar permanece em aberto. “Eu sei que ele fala sério quando olha para a câmera na sala do gabinete e diz: ‘Eles podem fazer isso agora através de um acordo, e acreditamos que estamos em boa posição para fazer esse acordo, ou eles podem lidar com o Departamento de Guerra. E nós estamos preparados.'”, declarou Hegseth.
Paralelamente, o Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, apresentou sua renúncia, alegando que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) assumiu o controle de grandes partes do governo, segundo o The Jerusalem Post. Relatos do The New York Times e CNN indicam que o Irã está restaurando o acesso a locais de armazenamento de mísseis balísticos e mantém cerca de 70% de seus lançadores móveis, com um oficial dos EUA afirmando que o país “excedeu todos os prazos para essa reconstituição”.
Contudo, o porta-voz do Parlamento iraniano, Bagher Galibaf, enfatizou no domingo que seu país não concederá um “cheque em branco” a nenhuma parte durante as negociações com os EUA para o fim da guerra. O analista Ali Siadatan, do Ideological Defense Institute, avalia que o regime iraniano está enfraquecido, apesar de sua retórica. “Eles gostam de demonstrar força, mas o que estamos vendo é que eles estão mais fracos em 47 anos, frágeis e isolados, e economicamente devastados”, disse Siadatan à CBN News.
Siadatan vê uma oportunidade histórica para Trump, comparando-o a Reagan, ou alertando contra ser um “apaziguador” como Carter ou Obama, que poderiam prolongar o sofrimento na região. Enquanto isso, em uma ação militar distinta, as Forças de Defesa de Israel capturaram o castelo de Beaufort, no sul do Líbano, um antigo reduto do Hezbollah, marcando a primeira vez em 26 anos. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu anunciou planos de expandir o controle israelense para além de suas fronteiras, citando a iniciativa em todos os fronts e a criação de zonas de segurança.
