EUA convocam gabinete para discutir escalada em conflitos no Líbano e Hormuz

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Presidente Trump convoca reunião ministerial em meio à escalada de conflitos no sul do Líbano e Estreito de Hormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocará uma reunião de gabinete para esta quarta-feira, com a guerra contra o Irã e seus aliados como principal pauta. A decisão ocorre em um momento de persistentes confrontos no sul do Líbano e no Estreito de Hormuz, contrastando com as declarações de Trump sobre a possibilidade de um acordo de paz com o Irã em breve. As informações são do CBN News.

No Líbano, a tensão entre Israel e o grupo Hezbollah se intensifica. O Hezbollah continua a lançar drones e foguetes contra o norte de Israel, levando as Forças de Defesa Israelenses (FDI) a responder com centenas de contra-ataques. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou que as tropas aprofundarão a operação no Líbano.

“As FDI estão operando com grandes forças em terra e estão conquistando áreas controladas. Estamos fortificando a zona de segurança para proteger as comunidades do norte”, declarou Netanyahu.

Residentes libaneses relatam apreensão. Um morador de Beirute, Tony Aboud, expressou preocupação com o impacto das declarações de Netanyahu.

“Apenas com algumas palavras na TV, ele causa pânico em todos e faz as pessoas fugirem de suas casas. Não sei o que vai acontecer e quanto tempo podemos viver assim”, reclamou Aboud.

Em contrapartida, a população do norte de Israel demonstra apoio às ações militares. David Camari, morador de Kiryat Shmona, defende a continuidade dos ataques.

“Temos que continuar batendo neles, senão este ritual se repete infinitamente”, afirmou Camari.

Paralelamente aos conflitos terrestres, a situação no Estreito de Hormuz também é crítica. Forças americanas destruíram duas lanchas rápidas da Marinha iraniana que estariam posicionando minas na via marítima estratégica. O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou a ação americana.

“Essas ações agressivas, ocorrendo simultaneamente ao processo diplomático, expuseram mais uma vez a má-fé do establishment governante dos EUA”, declarou um âncora da TV estatal.

O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, rebateu, afirmando que o controle iraniano sobre a passagem deve cessar.

“Os Estreitos têm que estar abertos. Eles vão estar abertos de uma forma ou de outra. Portanto, eles precisam estar abertos, o que está acontecendo lá é ilegal, é insustentável para o mundo, é inaceitável”, pontuou Rubio. Ele garantiu que o presidente não assinará um acordo de paz desvantajoso com o Irã.

“Ou será um bom acordo ou não haverá acordo algum”, assegurou.

Dentro do Irã, o governo iniciou o processo de reativação da internet após um bloqueio de quase cinco meses, que prejudicou severamente os negócios online. Um estudante de ciência da computação, identificado como Rastin, comentou sobre o impacto das restrições.

“As empresas dependem muito da internet, e toda vez essas restrições dificultam a vida delas”, observou Rastin. Estima-se que o fechamento da rede tenha gerado um prejuízo diário entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões para a economia iraniana.

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