Tulsi Gabbard deixa cargo de inteligência para cuidar do marido com câncer

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Tulsi Gabbard se despede do posto de inteligência nacional para dedicar-se ao marido em tratamento contra câncer raro

Tulsi Gabbard apresentou sua renúncia ao cargo de diretora de inteligência nacional do governo do presidente Donald Trump na sexta-feira (data específica não informada na fonte). A decisão foi comunicada em carta e motivada pela necessidade de acompanhar o marido, Abraham, que enfrenta um diagnóstico de uma forma extremamente rara de câncer ósseo.

A ex-congressista pelo Havaí, veterana militar e conhecida por sua oposição a guerras estrangeiras, ocupava uma posição delicada no governo. Sua saída marca a quarta demissão de um oficial de gabinete durante o segundo mandato de Trump. A notícia da renúncia veio após especulações sobre um possível distanciamento de Gabbard em relação ao presidente, especialmente após a decisão de Trump de atacar o Irã, que gerou divergências internas na administração.

O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, já havia anunciado sua renúncia em março, alegando que não poderia apoiar a guerra em boa consciência. Gabbard, por sua vez, viu sua oposição a conflitos externos colocá-la em uma posição desconfortável com a aliança dos EUA com Israel nos ataques ao Irã em 28 de fevereiro.

Durante uma audiência no Congresso em março, os comentários de Gabbard sobre a situação foram notavelmente cautelosos, evitando um endosso explícito à ação militar de Trump. Ela repetidamente desviou de questões sobre alertas prévios da Casa Branca a respeito de possíveis consequências do conflito, como o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Em declarações escritas ao Comitê de Inteligência do Senado, Gabbard afirmou que o Irã não havia demonstrado intenção de retomar seu programa nuclear após os ataques americanos do ano anterior terem o “aniquilado”. Essa posição contrariou as afirmações de Trump, que insistia na necessidade da guerra para conter uma ameaça iminente da República Islâmica.

“Não é responsabilidade da comunidade de inteligência determinar o que é ou não uma ameaça iminente”, declarou Gabbard, ressaltando que a decisão de atacar era de Trump, não dela.

A situação gerou questionamentos de legisladores a Gabbard, como a principal autoridade de inteligência do país, sobre a ameaça representada pelo Irã. Ela manteve a posição de que a iniciativa de ataque partiu do presidente.

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