Fazendeiros cristãos vivem em clima de terror após ataque fatal de criadores muçulmanos em Kitui, Quênia
A comunidade agrícola em Kwa Kamari, Mwingi North, Kitui County, no Quênia, vive um cenário de profundo temor após um ataque brutal ocorrido no sábado, 25 de abril de 2026. Criadores muçulmanos armados invadiram a área, resultando na morte de sete fazendeiros cristãos e deixando para trás lares destruídos e famílias desoladas.
Um morador descreveu a atmosfera de apreensão constante. “Mesmo durante o dia, você se pega observando os arredores, escutando ruídos ou tiros”, relatou um residente, que pediu para não ser identificado. “Você não se sente seguro.” A violência deixou também uma pessoa em estado crítico de saúde.
O ataque ocorreu com disparos de armas de fogo que varreram a região. Relatos de testemunhas descrevem o som inicial de homens entoando cânticos em árabe, seguido pelos tiros e gritos de desespero. Alguns moradores conseguiram fugir para arbustos e campos próximos, mas outros foram atingidos antes de poderem escapar.
Líderes religiosos locais indicaram que as famílias afetadas enfrentam perdas em múltiplas frentes, incluindo entes queridos, moradias e fontes de sustento. A comunidade, segundo relatos, sofre com tensões ligadas ao acesso a terras e pastagens, historicamente disputadas com criadores somalis. Essa dinâmica expõe as aldeias a riscos constantes.
Um fazendeiro local expressou a angústia da situação. “Essas pessoas estão nos expulsando de nossas próprias casas e fazendas”, disse ele. “Eles matam sem piedade, deixando famílias entregues à oração, sem saberem de seu destino.” A comunidade enfrenta agora o difícil dilema de permanecer ou abandonar suas terras.
A violência deixou um rastro visível de casas abandonadas, plantações desassistidas e rotinas interrompidas. A incerteza sobre a segurança paira sobre os moradores, que ponderam se ainda é viável permanecer em suas propriedades.
