Detenção do fundador da Choquei impulsiona bordão “grande dia”, ligado a Bolsonaro, em debates online
A prisão do influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, proprietário do perfil Choquei, na quarta-feira (15), gerou intensa movimentação nas plataformas digitais. O episódio fez com que a expressão “grande dia”, um bordão historicamente associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, voltasse a circular em massa e se tornasse um dos assuntos mais mencionados na rede social X (antigo Twitter).
Internautas utilizaram a expressão para manifestar satisfação com o desfecho judicial envolvendo Oliveira. Em suas postagens, muitos usuários relembraram o histórico de apoio público que o administrador da Choquei demonstrou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com mais de 36 milhões de seguidores somados nas plataformas X e Instagram, o conglomerado de mídia Choquei se consolidou como um polo de engajamento digital no Brasil. O perfil tem se destacado por um viés editorial favorável à gestão petista, impulsionado por laços próximos entre Raphael Sousa e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja.
Durante a campanha eleitoral de 2022, a página Choquei não ocultou sua preferência, promovendo uma cobertura extensiva e favorável à candidatura de Lula.
Detalhes da Operação Policial
Raphael Sousa foi detido na capital goiana na manhã de quarta-feira (15), como parte de uma operação da Polícia Federal (PF) que visa desmantelar uma organização criminosa especializada em ocultação de capitais. As investigações apuram um fluxo financeiro clandestino que pode ter ultrapassado R$ 1,6 bilhão.
A mesma ação resultou na prisão dos artistas do gênero funk MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Além da ordem de prisão temporária, o influenciador também foi alvo de mandados de busca e apreensão.
Segundo a autoridade policial, os suspeitos teriam montado uma estrutura complexa para dissimular a origem e o destino de vultosos recursos, utilizando operações de câmbio não declaradas, movimentação de grandes volumes em espécie e negociações com ativos digitais.
A operação mobilizou mais de 200 agentes federais, que cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária. As diligências se estendem por diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.
Durante a execução das medidas, foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, vasta documentação contábil e dispositivos eletrônicos. Os envolvidos podem responder judicialmente pelos crimes de constituição de organização criminosa, lavagem de capitais e remessa ilegal de divisas para o exterior.
