A escritora Mariana Mendes desmistifica o peso do ‘não’ no mercado editorial e ressalta a importância da fé e vocação como guias para a identidade profissional e pessoal.
A jornada de Mariana Mendes no mercado editorial foi marcada por um longo período de incertezas e hesitações. A autora relata que demorou a compreender as dinâmicas editoriais, a estabelecer contatos e a encontrar seu lugar, tudo isso influenciado pelo receio de que os ‘nãos’ representariam o fim de sua aspiração literária.
Durante muitos anos, a possibilidade de ter seu trabalho rejeitado por grandes editoras era vista como uma barreira intransponível. Esse medo profundo de ser definida negativamente por uma recusa editava a maneira como ela lidava com sua escrita. A ideia de que um ‘não’ significaria falta de talento ou qualidade a impedia de buscar seu espaço no meio literário.
Contudo, a autora revela que sua aproximação com a fé proporcionou uma nova perspectiva. Ela passou a entender que a rejeição de uma editora não tinha o poder de alterar quem ela era ou de classificar seu trabalho. Para Mendes, a escrita é um presente divino, e a capacidade de juntar palavras com sentido é uma permissão e vocação concedida por Deus, sendo Ele o único capaz de definir sua identidade.
Anos mais tarde, ao ter a oportunidade de apresentar seu livro a uma grande editora, Mendes não obteve o retorno esperado após meses de espera. No entanto, essa experiência trouxe dois presentes significativos que transcenderam qualquer aprovação.
A primeira foi a orientação recebida de um contato editorial: “Mari, não importa que resposta você receba, nunca pare de escrever. O que você escreve vem do Senhor, se Ele te entregou é porque Ele quer alcançar pessoas através disso. Então, por favor, não pare.” Essa mensagem, recebida de alguém que desconhecia seus medos, foi interpretada como um recado divino.
O segundo presente foi a resiliência desenvolvida. Com o passar dos meses sem um retorno, Mendes não se abateu nem desistiu de escrever. Ela continuou produzindo com contentamento, preparada para viver no anonimato, caso fosse o desejo divino. Sua motivação reside em glorificar a Deus e em compartilhar Seu amor, não em exibir seu próprio talento.
“Um não jamais terá poder para nos definir, não quando estivermos alinhados com o Pai”, reflete a escritora, enfatizando que a segurança da identidade reside em entregar corações, sonhos e planos nas mãos divinas. Segundo ela, é Deus quem define quem somos e garante o melhor caminho para a vida.
Mari Mendes é escritora de ficção cristã, autora de três livros e mãe de Pietro e Luca. Sua trajetória é marcada pela fé, pelo amor aos livros e pela observação atenta dos detalhes da vida, buscando novas perspectivas na rotina.
