Iraniano afirma que inimigos ‘irão para o túmulo’ com alegações sobre programa nuclear e declara cessar-fogo como derrota
Líderes do Irã, Israel e Estados Unidos apresentam visões distintas sobre os próximos passos, mesmo com um frágil cessar-fogo em vigor. O chefe nuclear do Irã, Mohammad Eslami, declarou à Agência de Notícias Estudantil Iraniana que as afirmações de que o país pode ser impedido de avançar em seu programa nuclear são meros desejos. “Os inimigos (EUA e Israel) estão em desespero”, afirmou Eslami, vendo o pedido por um cessar-fogo como um sinal de sua derrota após décadas de hostilidades.
As declarações ocorrem em um momento de instabilidade para o acordo de paz. O presidente Donald Trump alertou que a força militar permanece como uma possibilidade. Em comunicado divulgado na rede social Truth Social, Trump enfatizou que “todas as embarcações, aeronaves e pessoal militar dos EUA, com munição adicional, armamento e qualquer outra coisa que seja apropriada e necessária para a perseguição letal e destruição de um inimigo já substancialmente degradado, permanecerão no local dentro e ao redor do Irã, até que o verdadeiro acordo alcançado seja totalmente cumprido”.
Disputa pelo Estreito de Ormuz persiste com exigências iranianas
O centro do impasse continua sendo o Estreito de Ormuz, via crucial para o comércio global. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, insiste que a passagem pela área está garantida, mas ressaltou a necessidade de que “cada petroleiro e cada embarcação façam os arranjos necessários com as autoridades iranianas para poder passar com segurança”. Essa exigência sugere que o Irã pode pretender cobrar taxas pela travessia.
Presidente Trump respondeu prontamente a essa possibilidade em outra postagem no Truth Social. “Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de petroleiros que passam pelo Estreito de Ormuz. É melhor que não estejam, e se estiverem, é melhor que parem agora!”, escreveu.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), por meio de seu Secretário-Geral Mark Rutte, indicou que uma coalizão de nações está avaliando como apoiar os Estados Unidos na garantia da segurança da passagem marítima. “Cada país está agora procurando o que pode fazer para contribuir para isso, para garantir que o Estreito de Ormuz permaneça aberto. Isto não inclui apenas nações da OTAN, mas também Japão, Coreia, Austrália, países como Bahrein e os Emirados Árabes Unidos no Golfo”, declarou Rutte.
Israel mantém ataques no Líbano e enfrenta incerteza interna sobre conflito
Em Israel, os combates se intensificam na fronteira norte, enquanto o país se prepara para negociações com o Líbano e prossegue com sua campanha militar contra o Hezbollah. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi categórico ao afirmar: “Não há cessar-fogo no Líbano. Continuamos a atacar o Hezbollah com força e não pararemos até restaurarmos a sua segurança”. O governo libanês declarou luto nacional após o que chamou de ataques israelenses sem precedentes resultarem em pesadas baixas, e líderes pedem intervenção internacional.
Enquanto isso, a opinião pública israelense demonstra incerteza sobre o recente conflito com o Irã. Uma pesquisa recente, encomendada pelas publicações Walla e Maariv, revela que metade dos israelenses não acredita que Israel e os Estados Unidos alcançaram a vitória, evidenciando a natureza não resolvida da confrontação.
