Maconha ultraforte causa surtos psicóticos e lota emergências nos EUA

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A maconha mais potente está levando a um aumento de episódios psicóticos e visitas a emergências nos Estados Unidos, segundo novas pesquisas.

Com a legalização da cannabis se expandindo por diversos estados, um número crescente de usuários enfrenta sérias consequências para a saúde. Muitos que buscavam benefícios medicinais promissores não encontram o alívio esperado.

Uma pesquisa recente publicada pelo Journal of the American Medical Association indica que cerca de 27% dos adultos nos EUA e Canadá já utilizaram cannabis para fins medicinais. No entanto, o estudo aponta que a evidência de ensaios clínicos randomizados não sustenta o uso de cannabis ou canabinoides para a maioria das condições para as quais são promovidos, como dor aguda e insônia.

O The New York Times admitiu que muitas de suas previsões sobre a legalização da maconha, feitas há mais de uma década, se mostraram equivocadas. Em um editorial, o jornal detalhou a gravidade do erro de cálculo, declarando que é hora de os EUA admitirem que têm um problema com a maconha.

Pesquisas atuais demonstram que usuários diários de maconha já superam os de álcool. Estima-se que 18 milhões de pessoas usem a droga mais de 21 dias por mês, um aumento expressivo em comparação com menos de um milhão em 1994. Paralelamente, desde o início dos anos 90, a concentração de THC, o componente psicoativo responsável pela sensação de euforia, disparou de 4% para até 90% em muitos produtos de cannabis atuais.

A Dra. Nora Volkow, diretora do National Institute of Drug Abuse, parte dos National Institutes of Health, explicou que o THC tem impacto direto na função cerebral. “Quanto maior a dose de THC”, disse ela, “maior a probabilidade de você ter um episódio psicótico que o levará ao pronto-socorro.”

Zach Plant, ex-dependente de maconha, relatou à CBN News que essa foi exatamente sua experiência. “Tive pensamentos de que outras pessoas queriam me machucar”, disse ele, “pensamentos de que a única maneira de ficar seguro era acabar com a minha própria vida.”

O CDC informa que pesquisadores ainda não conhecem a extensão total das consequências quando o corpo e o cérebro são expostos a altas concentrações de THC. Contudo, médicos que tratam cada vez mais pacientes com complicações relacionadas à maconha já têm uma ideia.

John-Paul Jansen, médico de medicina interna, observou um aumento de casos de delírio, alucinações, paranoia, depressão e ansiedade desde a legalização. “Eles chegavam com longos períodos de incapacidade de comer, durando três ou quatro dias, e sabia-se que era devido à maconha.”

Estimativas oficiais indicam que cerca de um terço dos usuários de maconha sofre de transtorno por uso de cannabis, o que significa que, apesar dos problemas causados pela droga, não conseguem parar de usá-la. Aubrey Adams, diretora da Every Brain Matters, organização que educa sobre os perigos da maconha, atribui a destruição de vidas diretamente à legalização.

“A indústria legal de maconha precisa viciar seus usuários”, afirmou Adams. “Portanto, quanto mais potente o produto, maior o risco de se tornarem dependentes.”

Embora a maconha possa não prejudicar a todos, conselheiros frequentemente recomendam passagens bíblicas para auxiliar na decisão sobre o uso da droga. Luke Niforatos, vice-presidente executivo da Smart Approaches to Marijuana, sugeriu que cristãos considerem a Bíblia.

“Acho que para os cristãos eles deveriam acatar o que a Bíblia diz em Primeira Pedro, que ‘devemos ser sóbrios e alertas'”, disse Niforatos. “Acho que se você é alguém que acredita na Bíblia, você deveria olhar para versículos como esse e ver que ficar chapado, seja de maconha ou de qualquer outra droga, não é uma boa ideia.”

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