Trump promete ataques “extremamente fortes” ao Irã e alerta sobre o futuro da guerra

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Trump declara que EUA “atingirão o Irã “extremamente forte”” nos próximos dias para encerrar conflito, mas questões nucleares permanecem sem resposta

Em seu primeiro pronunciamento nacional sobre a guerra contra o Irã, o presidente Trump afirmou que os Estados Unidos atingirão o país “extremamente forte” nas próximas semanas para concluir a Operação “Epic Fury”, que já dura um mês. Ele declarou que o objetivo é “trazê-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem”.

O presidente reiterou o aviso ao Irã sobre a necessidade de abrir o Estreito de Ormuz para o transporte de petróleo e gás, sob pena de ataques aéreos que poderiam destruir as usinas de energia do país. O mandatário também convocou aliados, especialmente aqueles dependentes do petróleo iraniano, a auxiliarem na manutenção do fluxo pelo estreito.

Trump indicou que a “parte difícil” da operação já foi realizada, com o Irã essencialmente “decimado”, sugerindo que as ações futuras serão mais fáceis. Os Emirados Árabes Unidos, vizinho do Irã, manifestaram a possibilidade de integrar uma coalizão para policiamento da região rica em petróleo.

O conflito já impactou o mercado global, com o preço do barril de Brent atingindo quase US$ 120 em março, e agora estabilizado em cerca de US$ 100. Nos Estados Unidos, os preços da gasolina subiram para mais de quatro dólares o galão, o maior valor em quatro anos. O presidente atribuiu o aumento a “ataques terroristas desvairados” do regime iraniano contra navios comerciais.

“Estamos falando de um incremento importante…” disse o presidente.

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, criticou o discurso de Trump, qualificando-o como “errático e desconexo”, e alegou que o presidente falhou em justificar a decisão de entrar em guerra com o Irã.

Apesar de o presidente ter mencionado que os objetivos militares contra as forças terrestres, navais e a capacidade de mísseis iranianos foram alcançados, o problema nuclear do país não foi abordado. A questão de como garantir e descartar os 460 kg de urânio enriquecido em posse do Irã permanece sem solução, levantando dúvidas sobre possíveis missões de forças especiais ou operações terrestres.

A inteligência dos EUA não acredita que o Irã esteja negociando seriamente para o fim da guerra, e o ministro das Relações Exteriores iraniano não admitiu publicamente o andamento de conversações. A mensagem de Trump foi clara: a guerra terminará quando ele decidir, e até lá, os EUA planejam intensificar os ataques.

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