Líder democrata levanta preocupação com a atuação de agentes da ICE em aeroportos, citando riscos de brutalidade e mortes de viajantes.
A decisão de deslocar agentes da Imigração e Alfândega (ICE) para auxiliar a Administração de Segurança nos Transportes (TSA) em aeroportos americanos, como parte de um plano para lidar com longas filas de segurança, gerou fortes críticas. A medida surge em um contexto de paralisação parcial do governo e alta taxa de ausências de funcionários da TSA.
O líder democrata Hakeem Jeffries, representante de Nova York, manifestou preocupação com a presença de agentes da ICE em aeroportos. Segundo ele, essa ação pode resultar em incidentes graves.
“A última coisa que o povo americano precisa são agentes da ICE sem treinamento sendo destacados em aeroportos por todo o país, potencialmente para brutalizá-los ou, em algumas instâncias, matá-los.”
A necessidade de reforçar a segurança aeroportuária ocorre devido a um número recorde de ausências de agentes da TSA. No fim de semana, mais de 3.250 agentes, mais de 11% do quadro nacional, não compareceram ao trabalho. Em aeroportos movimentados como Atlanta e JFK, as taxas de ausência chegaram a 30% e 40%.
Tom Homan, responsável pela fronteira, explicou à CNN que os agentes da ICE poderiam assumir tarefas de controle de multidão e organização das filas. Essa realocação liberaria oficiais da TSA de funções secundárias, permitindo que se concentrassem na operação das máquinas de escaneamento e agilizassem o fluxo de passageiros.
A situação reflete o impasse nas negociações entre republicanos e democratas sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna. Democratas defendem o financiamento da TSA separadamente e criticam a ideia de ter agentes da ICE atuando em aeroportos. Enquanto há relatos de progresso nas conversas em Washington, o prazo para um acordo se aproxima antes do recesso de primavera do Senado.
Viajantes relataram dificuldades extremas, com alguns chegando com cinco horas de antecedência. Agentes da TSA que trabalham sem remuneração expressaram estresse e frustração com a situação financeira precária.
