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quarta-feira, 18 março 2026

Maioria dos britânicos teme que o Reino Unido se afaste do cristianismo

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Pesquisa aponta que maioria dos britânicos teme que o afastamento do cristianismo prejudique futuras gerações e a coesão social

Uma pesquisa recente indica que uma parcela significativa da população do Reino Unido manifesta preocupação com as consequências a longo prazo do declínio da influência cristã no país. A maioria dos entrevistados expressou receio sobre o impacto desse distanciamento nas futuras gerações e na sociedade como um todo.

De acordo com um levantamento realizado pela Whitestone Insight, a pedido da Pusey House, Oxford, do Danube Institute em Budapeste e da International Reagan-Thatcher Society, 52% dos 2.095 adultos consultados acreditam que o afastamento da Grã-Bretanha de suas raízes cristãs pode ter um efeito negativo sobre as próximas gerações. Apenas 19% consideraram tal mudança benéfica.

Os resultados também destacam a percepção da relevância contínua do cristianismo na esfera pública. Cerca de 58% dos participantes afirmaram que a religião ainda pode contribuir positivamente para a governança, seja através de orientação moral ou influência prática.

Muitos participantes demonstraram apreensão com o que percebem como uma erosão de valores compartilhados. Sessenta por cento dos entrevistados disseram que o Reino Unido perdeu um senso comum do que é certo e errado, em contraste com apenas 11% que acreditam que o país ainda mantém padrões morais claros e amplamente aceitos, sustentados por instituições sólidas.

Apesar dessas preocupações, há uma abertura em relação a referenciais morais tradicionais. Uma maioria de 65% dos entrevistados concordou que tanto as liberdades pessoais quanto as responsabilidades morais coletivas são essenciais para a manutenção de uma sociedade estável.

As opiniões divergiram sobre se o Reino Unido ainda pode ser considerado uma nação cristã. Enquanto 39% responderam afirmativamente, metade dos pesquisados acredita que o país já teve essa identidade, mas não a possui mais. Outros 13% afirmaram que a Grã-Bretanha nunca foi uma nação cristã.

A preocupação com a direção moral do país não se restringiu a indivíduos religiosos. Aproximadamente um terço dos participantes não religiosos também relatou que um declínio do cristianismo poderia trazer consequências negativas para as gerações futuras.

Diferenças políticas também foram evidentes nas respostas. A pesquisa mostrou que apoiadores do Reform UK foram os mais propensos a afirmar que a Grã-Bretanha perdeu uma estrutura moral compartilhada, enquanto eleitores do Green Party apresentaram maior ceticismo quanto ao papel da religião na vida pública.

Curiosamente, adultos mais jovens demonstraram uma abertura ligeiramente maior à influência do cristianismo em comparação com os participantes de meia-idade. Este dado desafia a suposição de que as gerações mais novas são uniformemente resistentes à religião e corrobora achados de relatórios anteriores, como o da Bible Society.

A pesquisa também investigou atitudes em relação à renovação de um “pacto social” enraizado na herança cristã britânica como meio de fortalecer a unidade social. Embora 41% dos entrevistados tenham dito que tal abordagem é necessária para abordar as divisões sociais, 46% a descreveram como apelativa, mas irrealista, e 53% expressaram receio de que isso pudesse impor valores específicos a outras pessoas.

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