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terça-feira, 17 março 2026

Missão evangélica denunciada no MPF por culto na UFMG levanta debate sobre intolerância

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Missão evangélica enfrenta denúncia no MPF por cultos voluntários na UFMG e questiona intolerância religiosa no ambiente acadêmico

A missão evangélica “Aviva Universitário” foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) após realizar cultos com estudantes na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O evangelista Lucas Teodoro, líder do grupo, recebeu uma intimação para prestar esclarecimentos sobre os encontros realizados dentro da universidade pública.

Lucas Teodoro relatou, em vídeo compartilhado nas redes sociais, que a denúncia ocorreu devido à realização de um culto voluntário com jovens ajoelhados, clamando por avivamento e arrependimento. Segundo o líder, o denunciante chegou a classificar o movimento como uma “organização criminosa”. Ele enfatizou que a participação dos universitários foi voluntária e que o evento não teve estrutura formal, como som, focando apenas na adoração e oração.

“Nós fomos denunciados e o MPF bateu aqui em casa simplesmente porque fizemos um culto voluntário dentro de uma universidade pública. Nos denunciaram justamente por causa disso aqui vários jovens de joelhos dentro da universidade clamando por um avivamento e se arrependendo.”

O evangelista questionou a diferença de tratamento em relação a outras manifestações no campus, citando pichações com mensagens consideradas ofensivas à fé cristã, como “Satanás também é amor. Deus é um macho escroto”. Ele também exibiu um cartaz de festa de calouros da Filosofia e Ciências Humanas da UFMG que apresentava rostos de políticos sob o alvo de uma arma.

Teodoro criticou a percepção de que a prática religiosa é tratada como crime, contrastando com a aparente aceitação de outras formas de expressão, como a que desejava a morte de figuras públicas. Ele defendeu a liberdade religiosa no ambiente acadêmico, lembrando que as primeiras universidades foram fundadas sob a influência do cristianismo.

“Quando realizamos um culto voluntário na universidade somos chamados de organização criminosa. Agora rir e desejar a morte de alguém parece que já não é mais crime aqui no Brasil.”

A vereadora de Porto Alegre, Mariana Lescano, manifestou apoio à missão, criticando a denúncia por intolerância religiosa. Ela comparou a situação com casos anteriores na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde cultos foram impedidos e denúncias foram feitas sem ação do MPF, enquanto outras atividades, como festas com uso de substâncias e invasão de prédios, não foram investigadas.

Apesar da situação, Lucas Teodoro afirmou que o “Aviva Universitário” continuará sua missão de levar o Evangelho às universidades. Ele pregou amor ao denunciante e reforçou que a mensagem de Jesus Cristo não deve ser confundida com movimentos políticos, mas sim com a esperança oferecida pelo “Autor da vida”.

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