Conflito entre Irã e Israel se agrava com ataques em território americano e retaliações militares intensificadas
A guerra entre o Irã e Israel entrou em seu décimo terceiro dia, com escalada militar de ambos os lados e ataques se estendendo para os Estados Unidos. Forças israelenses e americanas ampliaram os bombardeios contra alvos no Irã, enquanto mísseis iranianos atingiram cidades israelenses, evidenciando o alcance global do conflito. As mais recentes ações de terrorismo nos EUA geraram alerta sobre a expansão da violência.
Segundo as Forças de Defesa de Israel, mais de 250 drones iranianos e dezenas de lançadores foram destruídos desde o início dos combates. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que forças americanas atingiram aproximadamente 6.000 alvos, incluindo mais de 90 embarcações navais iranianas, entre elas cerca de 60 navios e 30 navios lança-minas.
Em resposta às ações, o Irã lançou ao menos seis salva de mísseis em direção a Israel na quinta-feira, levando milhões de israelenses a buscarem abrigos. O grupo Hezbollah, aliado do Irã, também disparou foguetes contra o norte de Israel, ferindo cerca de 30 pessoas na cidade árabe de Zarzir, próxima à fronteira com o Líbano, de acordo com o serviço de ambulância Magen David Adom.
O recém-declarado Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu retaliação pelos ataques. Uma declaração sua, lida na televisão estatal iraniana, indicou que não hesitará em vingar os mártires. No entanto, relatos de Teerã sugerem que a mensagem continha erros e pode ter sido redigida pela Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), levantando dúvidas sobre o estado de Khamenei.
O presidente Donald Trump comentou sobre a condição de Khamenei, sugerindo em entrevista à Fox News Radio que ele está ferido, mas possivelmente vivo. Notícias de autoridades americanas nesta sexta-feira confirmaram a morte de quatro dos seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento que caiu no Iraque na quinta-feira. A causa do acidente está sob investigação, mas não parece ter sido provocada por fogo inimigo ou amigo.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alertou que a região está passando por uma transformação drástica. “Este não é mais o mesmo Irã, este não é mais o mesmo Oriente Médio, e este também não é o mesmo Israel. Nós iniciamos e atacamos com força”, declarou Netanyahu em coletiva de imprensa.
Enquanto o conflito se intensifica no exterior, autoridades dos EUA enfrentam incidentes de violência ligados à guerra em seu território. Em Michigan, um homem armado colidiu seu veículo contra a Temple Israel, uma das maiores sinagogas do país. A polícia disparou e matou o suspeito, Ayman Mohamad Ghazali, um cidadão naturalizado americano nascido no Líbano, após o carro atingir o edifício e pegar fogo. O FBI lidera a investigação, classificando o ato como violência direcionada à comunidade judaica.
Em um incidente separado na Virgínia, um tiroteio fatal na Old Dominion University, em Norfolk, também é tratado como um ataque terrorista. Mhamed Bailor Jalloh, um ex-membro da Guarda Nacional da Virgínia que se declarou culpado em 2016 por tentar dar apoio material ao ISIS, abriu fogo dentro de uma sala de aula durante uma sessão do R.O.T.C., matando um oficial militar aposentado e ferindo outros dois. Relatos indicam que Jalloh gritou “Allahu Akhbar” antes do ataque.
Estudantes presentes no local descreveram a experiência como traumática. Jaden Harris relatou ter ouvido gritos e correria, sentindo a necessidade de se esconder com colegas. A tensão causada pelo evento levou muitos alunos a expressarem receio em retornar às aulas.
A crescente violência, desde ataques militares no Oriente Médio até incidentes terroristas nos Estados Unidos, demonstra que o conflito entre Irã e Israel transcendeu fronteiras, elevando a preocupação com a segurança em escala global.
