A ascensão de um clérigo conservador no Irã pode intensificar a perseguição a cristãos e mergulhar o país em guerra civil

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Clérigo com histórico de hostilidade ao cristianismo surge como potencial líder do Irã após morte de Khamenei

O Irã enfrenta um cenário de incerteza e disputa pelo poder após a morte de seu Líder Supremo, Ayatollah Khamenei. Entre os nomes que emergem na corrida pela sucessão, o clérigo conservador Ayatollah Alireza Arafi é visto com particular preocupação por defensores dos direitos cristãos. A situação se agrava com a possibilidade de uma guerra civil em larga escala, conforme avaliam analistas.

Shay Khatiri, dissidente iraniano e vice-presidente do Yorktown Institute, destaca o interesse de Arafi pelo cristianismo, que ele classifica como rival e concorrente do Islã. “Ele tem tido um interesse particular pelo cristianismo, que ele chama de rival e competição para o Islã. E ele expressou preocupações sobre conversos cristãos e igrejas clandestinas mais do que um clérigo comum”, explicou Khatiri. A declaração foi feita à CBN News.

A possibilidade de Arafi ascender à liderança suprema é motivo de apreensão. “Se você é um cristão, deveria estar muito animado porque finalmente posso vir ao terreno, ir à igreja se o regime cair. Mas se o regime sobreviver e se Arafi, membro interino do conselho interino, se tornar o líder supremo, isso seria muito preocupante”, alertou Khatiri.

A perseguição a cristãos sob um governo liderado por Arafi poderia ser ainda mais severa do que a experimentada durante o regime de Khamenei. Outra figura de atenção é Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo, que também é visto como um provável sucessor na linha política de seu pai.

Apesar das políticas opressivas, o cristianismo tem se expandido consideravelmente no Irã, contrastando com o declínio de adeptos ao Islã. “A estimativa mais alta era de que até 3 milhões de convertidos vivem no Irã, reunindo-se em igrejas clandestinas, o que você não pode deixar de admirar a coragem dessas pessoas”, comentou Khatiri.

A instabilidade pós-morte de Khamenei pode desencadear um conflito interno de proporções catastróficas. “Você poderia ter um cenário em que o Irã é desmembrado, com algumas porções de território detidas por remanescentes do regime e até pedindo por militares estrangeiros como Rússia ou China ou quem quer que seja, para entrar para ajudá-los”, disse Khatiri. A situação levanta o espectro de uma guerra civil entre os próprios iranianos, com potencial para intervenção estrangeira e disputas territoriais.

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