Especialista em profecias bíblicas aponta escrituras sobre o Irã e os ‘cativos de Elam’ nos últimos dias
Desde o início do conflito no Irã, líderes cristãos buscam um contexto bíblico para os eventos. O pastor Jack Hibbs, especialista em profecias, compartilhou sua perspectiva, destacando passagens bíblicas que podem se relacionar com a situação atual. A análise de Hibbs, divulgada pela CBN News, foca em sinais preditos por Jesus e profecias específicas sobre a região.
Jesus previu um aumento de guerras e rumores de guerras como um dos sinais da aproximação dos “últimos dias”. Em Mateus 24:6, ele alertou: “Ouvi falar de guerras e rumores de guerras; cuidado, não entrem em pânico. Pois essas coisas devem acontecer, mas o fim ainda não virá”. O especialista ressalta que essas previsões visam fortalecer a fé quando se concretizarem, conforme citado em João 14:29.
Hibbs também enfatiza a importância de qualquer evento que envolva Israel, referenciado na Bíblia como “a menina dos olhos de Deus”. Ele aponta a passagem em Jeremias 49:34-39 como particularmente relevante para o Irã, que corresponde a uma seção geográfica do antigo Império Persa. Esta profecia descreve o povo de Elam sendo espalhado e, posteriormente, retornando.
O pastor interpreta a diáspora iraniana, iniciada com a Revolução Islâmica em 1979, onde mais de um milhão de persas deixaram o país, como um possível cumprimento parcial dessa profecia. A possibilidade de seu retorno nos próximos meses e anos, conforme a escritura “‘Mas nos últimos dias, diz o Senhor, eu trarei de volta os cativos de Elam'”, é vista como um sinal profético.
Adicionalmente, a profecia de Jeremias menciona a destruição do “rei e dos príncipes” de Elam. Hibbs interpreta isso como uma referência à queda do regime atual e seus líderes. A profecia de Ezequiel 38, que trata de uma batalha no fim dos tempos onde Israel habita em paz, também é conectada à possível mudança do governo iraniano, que poderia levar a um período de tranquilidade para Israel após a neutralização de grupos como Hamas e Hezbollah.
Outra profecia a ser observada é a de Isaías 17, referente à destruição de Damasco, um evento que historicamente ainda não ocorreu e que prevê que a cidade nunca mais será habitada. Na dimensão espiritual, Daniel 10:13, que menciona a resistência de um “príncipe do reino da Pérsia” a um anjo, é interpretado como uma referência a principados demoníacos agindo sobre nações.
Hibbs sugere que o declínio do Islã pode preceder a ascensão do Anticristo, pois a doutrina islâmica de domínio global entraria em conflito com o governo singular do Anticristo. Em contrapartida, observa-se um crescimento notável do cristianismo no Irã. Durante a primeira administração de Trump e a pandemia, houve um aumento massivo no download de Bíblias e materiais cristãos no país, indicando que a igreja iraniana é uma das de mais rápido crescimento no mundo, podendo levar a um grande despertar evangélico.
A motivação teológica do Irã é explicada como um fator para seus ataques atuais, buscando acelerar o retorno de seu “messias” islâmico, o Mahdi. Perdas são vistas como vitórias que aproximam esse objetivo, e há especulações de que ataques a locais sagrados, como a Cúpula da Rocha, possam ser utilizados para catalisar seus planos cataclísmicos.


