Próxima rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã está marcada para esta semana em Genebra, com Israel em alerta máximo
A próxima fase de conversas entre representantes dos Estados Unidos e do Irã está programada para ocorrer nesta quinta-feira em Genebra. A reunião, que envolverá os enviados do presidente Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, com o Ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, visa discutir um acordo, adiando temporariamente a possibilidade de um ataque americano. O presidente Trump estaria considerando “ataques limitados preliminares” para pressionar o Irã a aceitar os termos. O embaixador Witkoff expressou surpresa pela falta de acordo iraniano sob a pressão exercida, citando a presença naval significativa dos EUA na região.
Enquanto isso, Israel se encontra em seu mais alto nível de alerta, preparado para um possível ataque iraniano caso os Estados Unidos avancem com ações militares contra o Irã. A tensão é agravada por ataques de Israel a alvos do Hezbollah no Líbano, com a expectativa de participação tanto do Hezbollah quanto dos Houthis em um conflito mais amplo. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país não cederá a pressões externas, em um cenário onde estudantes protestaram em universidades após memoriais para vítimas de confrontos recentes.
O congressista americano Andy Ogles (R-Tennessee) comentou sobre a necessidade de mudanças orgânicas no Irã, afirmando que o povo iraniano deseja transformação. “O que vimos nas últimas semanas é que o povo persa, o povo do Irã, quer mudança. Eles querem o seu país de volta”, disse Ogles. Ele acredita que os Estados Unidos podem criar um ambiente propício para que o povo iraniano determine seu próprio destino, sem intervenção militar direta.
“Eles são o principal financiador do terrorismo, Hamas, Houthis, Hezbollah, etc. Eles desestabilizam regiões em todo o mundo. E será uma enorme mudança, e, francamente, abre a oportunidade, pelo menos para a paz, globalmente, uma vez que o Irã não esteja mais em cena, e francamente, sua rede global de terror.”
A fala do embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, durante entrevista a Tucker Carlson, também gerou repercussão entre nações árabes e muçulmanas. Huckabee abordou o direito de Israel sobre terras descritas na Bíblia, sugerindo que seria aceitável que os israelenses reivindicassem a totalidade das áreas. A embaixada americana posteriormente declarou que a citação foi retirada de contexto. Huckabee reiterou que Israel busca proteger as terras que ocupa e possui legitimamente, sem intenção de anexar Jordânia, Líbano, Síria ou Iraque.
Em resposta a uma pergunta sobre o custo de deslocar a frota militar americana para o Golfo Pérsico, Huckabee respondeu: “Muito menos do que custaria para enterrar muitos americanos”. O congressista Scott Perry (R-Pennsylvania), que também visitou a região, enfatizou a complexidade da situação e a importância de entender a realidade vivida pelos israelenses diariamente, dada a proximidade de seus adversários e as vantagens táticas que estes possuem.


