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quarta-feira, 18 fevereiro 2026

Jejum como disciplina para sustentar o que Deus começou, como manter o começo em oração, silêncio e obediência com ensinamentos de Paulo, Jesus e Rosana Sá

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Fevereiro convida à maturidade espiritual, jejum como disciplina que sustenta o início de Deus em sua vida, fortalecendo obediência, silêncio e discernimento

Começar bem é essencial, porém permanecer exige disciplina, constância e intimidade com Deus.

Depois de um janeiro de despertar, alívio e alinhamento, o desafio de fevereiro é sustentar o que foi iniciado, evitando perder o fruto do primeiro impulso.

O texto a seguir explora por que as disciplinas espirituais, e em especial o jejum, são práticas que preservam começo e direcionam a caminhada, conforme informação divulgada pelo Portal Guiame.

Revisão espiritual do começo, por que olhar para trás ajuda a avançar

Antes de prosseguir, é preciso honrar o que Deus já falou e avaliar processos, não apenas acumular experiências. A Escritura orienta, “Examinemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor.” (Lamentações 3,40).

Essa revisão permite identificar ganhos e cargas ainda presentes, e definir onde é necessária mais constância e menos intensidade emocional.

Uma oração curta e sincera pode expressar essa necessidade, pedindo a Deus que guarde o coração, ajuste passos e ensine a permanecer.

O que são disciplinas espirituais e por que importam

As disciplinas espirituais são práticas intencionais, bíblicas e contínuas que nos colocam na presença de Deus para que Ele nos forme e nos transforme, não por esforço humano, mas por meio de graça.

Paulo instrui, “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade.” (1 Timóteo 4,7), lembrando que a maturidade é fruto de treino espiritual.

Sem essas práticas a fé tende a ser reativa, dependente de ambientes e sentimento, e o discernimento enfraquece. Jesus sintetiza essa necessidade, “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós, Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.” (João 15,4).

Principais práticas e onde o jejum se destaca

Entre as disciplinas de interioridade destacam-se a leitura e meditação da Palavra, a oração, o jejum, e o silêncio. O Salmo lembra, “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” (Salmos 1,2), e a exortação apostólica é simples, “Orai sem cessar.” (1 Tessalonicenses 5,17).

Práticas de comunhão também são essenciais, como a vida em comunidade, confissão e prestação de contas, conforme, “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão…” (Atos 2,42), e “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros…” (Tiago 5,16).

Entre as expressões espirituais estão a adoração, a gratidão e a generosidade, pois “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade…” (João 4,23), e “Em tudo dai graças…” (1 Tessalonicenses 5,18), lembrando que a vida espiritual se expressa em atitudes práticas, e que “Deus ama a quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9,7).

Dentro desse conjunto, o jejum tem papel singular, pois confronta desejos, silencia a carne, aguça a escuta espiritual e reposiciona prioridades. Jesus ensinou sobre a postura ao jejuar, “Quando jejuardes…” (Mateus 6,16), indicando que a prática é espiritual e não espetáculo.

O livro de Ester ilustra o poder do jejum em momentos decisivos, “Vai, ajunta todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim…” (Ester 4,16), mostrando que antes da ação pública vem o alinhamento interior.

Disciplina que sustenta o que Deus começou, aplicação prática

A igreja primitiva combinava serviço, jejum e escuta, e o resultado foi direção clara do Espírito, “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo…” (Atos 13,2-3).

O jejum não enfraquece o corpo para convencer a Deus, ele fortalece o espírito para obedecer a Deus. É disciplina que sustenta decisões, prepara viradas e aprofunda a vida com Deus.

Pergunte-se com franqueza: minha prática espiritual sustenta o que Deus começou? Trato o jejum como disciplina ou como evento? O que o jejum revela sobre meus afetos e prioridades?

Rosana Sá, autora da reflexão e mentora que colabora com o Portal Guiame, lembra que disciplina cria espaço para direção, e que Deus libera promessas em momentos, mas as sustenta em processos.

Ao implementar ou revisar práticas neste início de fevereiro, privilegie constância, oração, silêncio e comunhão, e deixe o jejum ser um meio para ouvir e obedecer, não um fim em si mesmo.

Encerrando, uma oração curta pode alinhar o coração, pedir forças e renovar a disposição de viver disciplinas por amor e obediência, preparando você para sustentar o que Deus deseja liberar nesta nova estação.

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