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domingo, 1 fevereiro 2026

Viral em Los Angeles, homem sobe em outdoor e pinta sobre ‘Not’ para transformar mensagem de campanha em ‘Jesus é Deus’, e ação gera debate religioso e legal

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VÍDEO mostra homem alterando outdoor em Los Angeles, transformando afirmação contra a divindade de Cristo em uma declaração que muitos interpretaram como ‘Jesus é Deus’, e o caso reacende debate sobre liberdade de expressão, vandalismo e doutrina

Um vídeo que vem viralizando nas redes sociais mostra um homem subindo em uma estrutura de outdoor na cidade de Los Angeles para cobrir a palavra “Not”, e assim modificar uma declaração considerada por muitos cristãos como herética.

Nas imagens, o homem aparece no alto da plataforma, com o horizonte de Los Angeles ao fundo, pintando sobre a palavra que tornava a frase negativa, deixando a leitura como uma afirmação sobre a divindade de Cristo.

O caso envolve uma campanha promovida pelo grupo World’s Last Chance, cujas mensagens desafiam doutrinas tradicionais, e gerou debate entre aqueles que enxergam o ato como correção doutrinária e os que o veem como intervenção ilegal, conforme vídeo que vem circulando nas redes sociais e informações sobre a campanha do World’s Last Chance.

O vídeo e a intervenção no outdoor

As imagens mostram o homem cobrindo a palavra “Not” em um anúncio que originalmente dizia que “Jesus is Not God”, e que também afirmava que “Jesus did not pre-exist in Heaven”, ou seja, que Jesus não teria pré-existido no Céu. Ao pintar por cima, a frase passou a ser lida por vários espectadores como uma declaração explícita de que Jesus é Deus.

A identidade do homem que realizou a alteração ainda não foi confirmada publicamente, e não há informações oficiais sobre eventuais consequências legais pelo ato. O vídeo continua circulando e provocando reações diversas nas redes sociais.

Campanha do World’s Last Chance e mensagens polêmicas

A peça fazia parte de uma série de outdoors vinculados ao World’s Last Chance, organização que, segundo seu próprio site, divulga mensagens críticas à teologia trinitária e a posições consideradas ortodoxas por grande parte das tradições cristãs.

Além da negação da pré-existência de Cristo, a campanha contém outras afirmações controversas que geraram preocupação entre grupos religiosos, e até mensagens associadas a teorias não ortodoxas, segundo descrição da própria organização.

Reações de líderes e comunidades evangélicas

Entre os que se manifestaram, o autor e fundador da organização cristã Living Waters, Ray Comfort, comentou que tais outdoors representam um perigo teológico ao público, por negarem a doutrina da divindade de Cristo, algo central para a fé trinitária.

Comfort afirmou que a Bíblia ensina que Jesus é “a imagem do Deus invisível“, e que negar essa verdade equivale a uma contradição fundamental das Escrituras, segundo seu comentário divulgado em vídeo.

Contexto histórico e teológico

Especialistas e colunistas lembram que a compreensão trinitária, presente na maior parte das tradições cristãs, sustenta que Deus é um, mas existe em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, e que essa formulação foi afirmada de forma decisiva no Concílio de Niceia, em 325, quando se enfrentou a controvérsia ariana.

O teólogo e colunista Ediudson Fontes escreveu, citando o papel do concílio, “O concílio foi convocado para resolver a controvérsia causada pelo presbítero Ário, que negava a plena divindade de Cristo, afirmando que o Filho era uma criatura subordinada ao Pai“.

Ele acrescentou que “O concílio rejeitou essa visão e afirmou a consubstancialidade do Filho com o Pai, ou seja, que Jesus é ‘Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial [homoousios] com o Pai’“.

A intervenção no outdoor reacendeu essas discussões teológicas, ao mesmo tempo em que gerou perguntas práticas sobre limites da ação individual sobre propriedades publicitárias, e sobre como correntes religiosas devem lidar com campanhas públicas que contestam crenças majoritárias.

Enquanto o vídeo segue viralizando, o caso permanece sem desfecho conhecido quanto a responsabilizações legais, e continua a provocar debate entre defensores da intervenção como evangelismo e críticos que classificam o ato como vandalismo.

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