Trump exalta crescimento econômico e anuncia ofensiva contra fraudes em seu segundo mandato presidencial
Em seu primeiro discurso oficial de Estado da União de um segundo mandato, o presidente Trump destacou os resultados de sua agenda econômica, proferiu críticas partidárias e reservou momentos para ocasiões especiais. A conjuntura política, com eleições de meio de mandato se aproximando, evidencia a importância da economia para o controle do Congresso e a continuidade de suas propostas.
O presidente iniciou sua fala exaltando o desempenho econômico do país. “Há pouco tempo, éramos um país MORTO—agora, somos o país mais quente em qualquer lugar do mundo, o mais quente”, declarou Trump. Ele também afirmou que os custos de itens básicos e serviços estão mais baixos do que quando assumiu o cargo. “Nosso país está VENCENDO NOVAMENTE—na verdade, estamos vencendo tanto que não sabemos o que fazer com isso”, acrescentou o presidente.
Além de celebrar o crescimento, Trump anunciou uma nova frente de combate a irregularidades. “Não houve exemplo mais chocante do que Minnesota, onde membros da comunidade somali pilharam estimados US$ 19 bilhões”, disse. Ele oficializou o lançamento da “guerra contra a fraude“, que será liderada pelo vice-presidente JD Vance. O anúncio veio após quatro meses de preparativos.
O discurso também foi marcado por momentos de congraçamento e tensão. A menção ao “vencer” foi parcialmente direcionada à equipe de hóquei masculina dos EUA, presente no evento e que recebeu uma ovação em pé. Posteriormente, o tom mudou ao abordar a imigração. “O primeiro dever do governo americano é proteger os cidadãos americanos, não estrangeiros ilegais”, afirmou Trump, em meio a aplausos republicanos e vaias de democratas.
O presidente defendeu a exigência de identificação para votação. “É muito simples. Todos os eleitores devem apresentar identificação de eleitor. Todos os eleitores devem apresentar comprovante de cidadania para votar”, disse. Trump também se posicionou contra procedimentos de transição de gênero para menores, classificando opositores como “loucos” e afirmando que os democratas “estão destruindo nosso país”, mas que foram detidos “bem a tempo”.
Buscando um tom mais unificador, o presidente abordou o ressurgimento da fé na América, mencionando Erika Kirk, esposa do fundador da Turning Point USA, Charlie Kirk. “Em memória de Charlie, devemos todos nos unir para reafirmar que a América é uma nação sob Deus. E devemos rejeitar totalmente a violência política de qualquer tipo… Amamos a religião e amamos trazê-la de volta”, disse.
Um dos destaques da noite foi a condecoração com duas Medalhas de Honra do Congresso. O Chefe de Operações Especiais da Marinha, Eric Slover, ferido durante a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, e Royce Williams, herói da Segunda Guerra Mundial aos 100 anos, foram homenageados.
A resposta democrata veio da recém-eleita governadora da Virgínia, Abigail Spanberger. “Ele mentiu, ele usou bodes expiatórios e ele distraiu”, declarou, criticando a falta de soluções para os desafios do país, muitos dos quais, segundo ela, foram agravados pelo presidente. A expectativa é que a mensagem democrata ressoe junto aos eleitores nas próximas eleições.


