Trump critica aliados por não apoiarem ação em Hormuz e Israel se prepara para invasão
A guerra no Irã completa 18 dias, com a abertura do Estreito de Hormuz ainda como ponto central das operações e o presidente Trump demonstrando insatisfação com a falta de apoio internacional. O mandatário americano, que classificou o Irã como um “tigre de papel”, afirmou que cerca de 7.000 alvos iranianos foram atingidos, resultando na destruição de 90% da capacidade de mísseis do regime. “Eles foram literalmente obliterados. A força aérea se foi. A marinha se foi”, declarou o presidente.
Apesar dos ataques, a liberação do Estreito de Hormuz para o fluxo de petróleo continua sendo um desafio. Trump buscou engajar outras nações na iniciativa, mas encontrou respostas divididas, com a União Europeia demonstrando desinteresse. “Alguns são muito entusiasmados, outros menos, e presumo que alguns não o farão. Acho que temos um ou dois que não o farão, e nós os protegemos por cerca de quarenta anos”, lamentou o presidente, sem revelar os países em questão. Ele indicou que aproximadamente sete nações estão colaborando até o momento, mas ressaltou que os Estados Unidos podem agir sozinhos se necessário. “Sempre me incomoda que nós os protegemos. Nós não precisamos deles”, acrescentou.
Questionado sobre com quem estaria negociando no Irã, o presidente respondeu que não tinha certeza. “Todos os seus líderes estão mortos, até onde sabemos. Não sabemos com quem estamos lidando.” Tanto os EUA quanto Israel permanecem incertos sobre a situação do novo líder supremo iraniano. Comentários indicam que ele poderia estar gravemente desfigurado, ter perdido uma perna ou até mesmo estar morto. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, questionou a ausência do líder eleito, afirmando que ele pode se esconder, mas precisa aparecer para provar que está vivo.
Em paralelo, Israel anunciou a morte de Gholamreza Soleimani, líder da força Basij da Guarda Revolucionária Iraniana, em um ataque realizado na segunda-feira. No Líbano, as Forças de Defesa de Israel planejam uma grande invasão terrestre no sul do país, com avisos de evacuação sendo lançados para a população local. A operação pode se assemelhar à de Gaza.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) reportou que cerca de 200 soldados americanos foram feridos desde o início do conflito. Um pastor alemão que serviu com o Hezbollah e possui conexões no Irã alertou para as implicações catastróficas caso os EUA e Israel falhem em forçar uma mudança de regime. Pastor Afshin Javid insistiu que, sem a mudança governamental, o país terá que responder historicamente por um massacre semelhante ao Holocausto, e o mundo, a ONU e a Europa deverão se preparar para milhões de refugiados. O Wall Street Journal informou que a repressão já começou, com forças de segurança ameaçando prender ou matar “colaboradores”, e pelo menos 500 pessoas foram detidas desde o início da guerra.
Em Israel, os ataques de mísseis iranianos persistem, com destroços atingindo a Igreja do Santo Sepulcro na Cidade Velha de Jerusalém na segunda-feira. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, declarou que o regime iraniano está visando locais sagrados. A guerra também afeta a economia israelense, com o fechamento de lojas, restrições de acesso e o encerramento do acesso ao Muro das Lamentações, impactando severamente a indústria do turismo.
