Ryan Gosling detalha os desafios e a jornada pessoal de dar vida ao protagonista de ‘Project Hail Mary’ em sua adaptação para o cinema
A chegada de “Project Hail Mary” aos cinemas neste fim de semana celebra uma história de esperança e entretenimento, baseada no aclamado romance de ficção científica de Andy Weir. O ator Ryan Gosling, estrela do filme, compartilhou com a CBN News os bastidores de sua longa dedicação para levar a obra para as telonas, um processo que se estendeu por cinco anos.
Gosling interpreta Ryland Grace, um professor de ensino médio que se vê em uma missão crucial para impedir a extinção da Terra. O ator revelou que se identificou profundamente com os medos e ansiedades enfrentados pelo personagem ao longo da narrativa. “Esta foi definitivamente o filme mais difícil que já fiz, talvez o mais difícil que farei”, afirmou Gosling.
A empreitada foi descrita por ele como desafiadora, chegando a parecer uma missão impossível em diversos momentos. Gosling sentiu uma forte conexão com a situação de seu personagem, descrevendo a experiência como avassaladora. Contudo, ele ressaltou o que mais admira em Ryland Grace e o que o motivou durante as filmagens: a capacidade do personagem de converter sua ansiedade em curiosidade.
O peso do desempenho recaiu significativamente sobre Gosling. Ele confessou que nenhum outro filme demandou tanto de sua energia e dedicação, mas avaliou que o esforço foi imensamente recompensador. “Nunca um filme tirou um pedaço maior de mim do que este filme, mas também nunca valeu mais a pena”, disse.
A trama de “Project Hail Mary” gira em torno de um milagre fictício, mas repleto de lições aplicáveis à vida real, adaptado do bestseller de Andy Weir. Drew Goddard assina o roteiro, que, segundo Weir, é uma junção de diversas ideias de livros que ele havia concebido, com as arestas suavizadas. “Eu sempre tive uma ideia para e se você fosse um astronauta que acordasse no espaço sem memória. Outra é que eu sempre quis fazer uma história de primeiro contato”, explicou Weir, detalhando outras inspirações como a criação de uma fonte de combustível baseada em conversão em massa e a inclusão de uma personagem feminina com autoridade inquestionável para resolver problemas graves, retirada de um livro abandonado.
Para Goddard, o desafio foi capturar a combinação perfeita entre a alma e a ciência presente na obra original. “Eu acho que, para mim, muitas vezes as coisas que as pessoas às vezes perdem sobre a escrita de Andy é por que ela se conecta tão fortemente é porque há essa alma, essa alma humana. E eu sempre começo com isso”, comentou o roteirista.
Phil Lord e Chris Miller, diretores do filme, elogiaram o trabalho minucioso das equipes de cenografia e arte. “Eles trabalham super duro, constroem esses cenários inacreditavelmente lindos. Não há tela verde em nenhuma parte deste filme. Há fantoches e design de criaturas inacreditáveis. É impressionante”, destacaram os diretores. Eles enfatizaram a capacidade da equipe cinematográfica de tornar o impossível crível.
A produção consegue fazer com que um professor salvando o mundo no espaço pareça factível. “Olha, como experiência, é tão épico e divertido. Você vai para outra galáxia, faz um melhor amigo alienígena e salva o mundo. Não é ruim para uma sexta à noite”, descreveu Gosling. Ele concluiu que, mais do que um filme escapista, “Project Hail Mary” serve como um lembrete do potencial humano. “Eu acho que é por isso que as pessoas que estão vendo o filme se emocionam tanto ao vê-lo, porque é realmente muito afirmativo”, finalizou.
