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sexta-feira, 30 janeiro 2026

Relógio de R$ 300 mil é incompatível com a função pastoral, alerta Carlito Paes, e provoca debate sobre ostentação, liderança e testemunho cristão

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O pastor Carlito Paes, da Igreja da Cidade, em São José dos Campos, fez um alerta sobre a relação entre bens de luxo e a função pastoral.

Em um treinamento para pastores e líderes chamado 1lpdh, ele disse que a pergunta central não é apenas se algo é certo ou errado, mas se é sábio para quem exerce liderança espiritual.

O posicionamento de Paes provocou debate sobre ostentação, testemunho e maturidade na liderança cristã, temas centrais da pregação que ele ministrou, conforme informação divulgada por Carlito Paes durante o treinamento 1lpdh.

O exemplo do relógio e o critério da sabedoria

Ao abordar a ostentação, Carlito usou um exemplo direto sobre relógios caros para explicar seu ponto de vista. Ele afirmou, exatamente, “Não é que é certo ou errado o Carlito usar um relógio de 100 mil, 200 mil ou 300 mil. É incompatível com a minha função e chamado pastoral”.

Com essa declaração, o pastor defende que a avaliação do que um líder deve ou não usar precisa levar em conta o impacto sobre a comunidade e sobre o testemunho do Evangelho, não apenas um juízo moral simplista.

Maturidade na liderança, além do certo e errado

Carlito criticou abordagens que se prendem a uma visão binária de certo ou errado. Ele disse, de forma incisiva, “Querido, se você está liderando uma igreja em cima do que é certo ou errado, você está num nível muito baixo de liderança”.

Segundo o pastor, líderes maduros devem perguntar primeiro, “Isso é sábio ou não é sábio?”, e agir com base nessa avaliação, considerando o contexto da igreja e o chamado pastoral.

O impacto das escolhas sobre o testemunho

Além do relógio, Paes mencionou também a ostentação de carros luxuosos, ressaltando que nem todo tipo de bem material serve para quem exerce ministério. “Não é todo tipo de carro que serve para nós. Isso pode ser uma ‘despregação’, um desestímulo”, explicou ele.

O pastor enfatizou que a questão não é se a pessoa pode comprar ou merece comprar, a questão é “isso é para você?”, levando em conta como a escolha afeta a credibilidade da liderança e a identificação com a comunidade.

Centro da vontade de Deus e limites do exemplo público

Carlito também incentivou líderes a buscar o centro da vontade de Deus como ponto seguro para suas decisões. Ele afirmou, “O lugar mais seguro da terra para se viver, não é no Brasil, nos Estados Unidos, na Noruega, é no centro da vontade de Deus”.

Por fim, ele lembrou que nem tudo que é adequado para outras profissões ou perfis públicos, como jogadores de futebol, influencers ou empresários, é apropriado para um pastor. “E nem tudo que é para um jogador de futebol, para um influencer, para um empresário, é para você, pastor”, concluiu.

As reflexões de Carlito Paes sobre o relógio de R$ 300 mil, ostentação e sabedoria pastoral trazem à tona questões sobre ética ministerial, imagem pública e responsabilidade frente às comunidades que os líderes servem.

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