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sábado, 14 fevereiro 2026

Rabino messiânico Daniel Zion, que acreditava em Jesus, teria ajudado a salvar cerca de 50 mil judeus no Holocausto ao confrontar o rei da Bulgária

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Rabino messiânico Daniel Zion confrontou o rei da Bulgária, e relatos afirmam que sua ação ajudou a impedir a deportação de cerca de 50 mil judeus para campos nazistas, história lembrada hoje

O Dia da Memória do Holocausto, celebrado em 27 de janeiro, reacendeu atenção para uma história pouco conhecida sobre coragem e fé durante a Segunda Guerra Mundial.

Segundo relatos publicados, o rabino Daniel Zion, que se tornou seguidor messiânico de Jesus, teria desempenhado papel central em um movimento que evitou a deportação de dezenas de milhares de judeus da Bulgária.

Esses relatos fazem parte do livro “Legacy of Hope” e foram compilados por fontes que relataram a ação direta junto ao rei búlgaro, conforme informação divulgada pela CBN News.

Quem foi Daniel Zion e qual foi a sua fé

Daniel Zion era rabino de origem judaica que, segundo relatos, passou a acreditar em Jesus, ou Yeshua, sem abandonar sua identidade judaica. Ele imigrou para Israel e manteve vínculos com a terra e o povo.

Para aqueles que divulgam sua história, a trajetória de Zion é usada como exemplo de que a fé em Jesus não anula a identidade judaica, e seu exemplo tem sido apresentado como testemunho em contextos israelenses.

O encontro com o rei da Bulgária e a acusação direta

De acordo com o autor Avi Mizrachi, Daniel Zion e outros líderes foram falar diretamente com o rei da Bulgária para impedir as deportações. Mizrachi narra o confronto em termos claros, citando as palavras atribuídas ao rabino.

“Eles foram falar com o próprio rei. O rabino Daniel Zion entregou uma carta e disse algo como: ‘Se o senhor entregar os 50 mil judeus a Hitler, um dia estará diante de Deus, e o sangue deles estará em suas mãos. É assim que o senhor será lembrado’”, relatou.

Segundo essa versão, a confrontação teria provocado temor entre membros do governo búlgaro e no palácio real, contribuindo para que as deportações não ocorressem naquele país.

Legado, testemunho e lições para hoje

A narrativa é usada hoje por líderes messiânicos para aproximar judeus e cristãos, e para afirmar que é possível manter identidade judaica acreditando em Yeshua. D’vora, filha de Mizrachi, destaca esse aspecto como porta de diálogo.

“Aqui temos um herói do nosso povo, alguém que fez algo grandioso. Salvar 50 mil judeus não é pouca coisa. Ele era judeu e também acreditava no Messias, Yeshua”, afirmou D’vora, citando o impacto identitário da história.

Para Avi Mizrachi, esse testemunho mostra que a fé em Jesus não anula a identidade judaica, “É uma grande oportunidade para mostrar aos nossos amigos israelenses que é possível ser judeu, até mesmo um rabino ortodoxo, e ainda assim crer em Yeshua, porque Ele é a única esperança”, afirmou.

Ao relacionar o passado com desafios atuais, os autores também apontam para a necessidade de ação prática contra o antissemitismo. D’vora afirmou sobre a atuação de quem ajudou judeus na época, “Eles não desistiram. Oraram, acolheram judeus em suas casas e igrejas e agiram de forma prática para salvá-los”, afirmou.

Ela concluiu com um apelo à solidariedade em tempos difíceis, “Talvez, por meio das nossas atitudes, eles vejam o Messias e o véu seja removido. É justamente agora que precisamos nos posicionar ao lado do povo judeu, quando é difícil, quando há perseguição.”

“Até mesmo correndo riscos, porque sabemos que o povo judeu faz parte do grande plano de Deus. E, se queremos fazer parte desse plano, precisamos estar dispostos a agir também.”

O contexto histórico lembra que a libertação do campo de extermínio de Auschwitz, em 1945, é recordada no Dia da Memória do Holocausto, e que, segundo registros históricos citados nas reportagens, mais de um milhão de pessoas morreram naquele campo, a maioria judeus.

Relatos como os sobre Daniel Zion circulam hoje como parte de debates sobre identidade, fé, e responsabilidade diante do ódio, e servem tanto para preservar memória quanto para estimular ações de proteção e solidariedade no presente.

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