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sábado, 7 março 2026

Protestos contra queima do Corão deixam cinco mortos

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Afeganistão vive, neste sábado, segundo dia de manifestações violentas com registro de, pelo menos, cinco civis mortos.

Protestos contra a queima do livro sagrado Muçulmano provocaram mais mortes durante mais um dia neste sábado no Afeganistão, com os manifestantes destruindo carros e lojas em um tumulto que deixou pelo menos cinco civis mortos, disseram as autoridades.

A profanação do Corão em uma pequena igreja da Flórida ultrajou milhões de muçulmanos pel omundo, alimentando o sentimento anti-americano que apenas acirra o ódio entre o governo afegão e o Ocidente. Ressaltando as tensões, dois suicidas disfarçados de mulheres exploriam a si prórpios e um terceiro foi atingido em um ataque em uma base da Otan nos arredores de Kabul.

O Corão foi queimado no dia 20 de março, mas muitos afegãos só ficaram sabendo quando o presidente do país, Hamid Karzai, condenou o ato quatro dias depois. Os protestos começaram na sexta-feira, 1, em Cabul, Herat, no oeste, e milhares de pessoas foram às ruas de Mazar-i-Sharif, a capital da província Balkh, no norte.

Centenas de afegãos, carregando bastões e cópias do Corão sobre suas cabeças, também marcharam por Kandahar, a maior cidade do sul do Afeganistão e base da insurgência. O barulho de tiroteio pode ser ouvido por toda cidade, que está coberta de fumaça negra. Forças de segurança atiraram para o ar para dispersar a multidão, disse Zalmai Ayubi, porta-voz do governo da província. Não está claro como os cinco protestantes foram atingidos, ele disse.

Daud Ahsam, médico da sala de emergiência do hospital local, deu o número de mortos e disse que 53 pessoas se feriram. Lojas e restaurantes por toda a cidade foram atingidos e as rotas que levam à cidade foram bloqueadas por forças de segurança.

O derramamento de sangue aconteceu um dia depois que os afegãos protestando contra a queima do Corão invadiram uma sede das ONU em Mazar-i-Sharif, matando quatro protestantes afegãos e sete funcionários estrangeiros da ONU, incluindo quatro guardas nepaleses.

[b]Fonte: Estadão[/b]

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