51% dos evangélicos veem políticas de imigração de Trump em conflito com valores cristãos

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Pesquisa aponta divisão entre evangélicos sobre políticas de Trump

Uma nova pesquisa sugere que uma parcela significativa de cristãos evangélicos nos Estados Unidos não considera que certas posições políticas do ex-presidente Donald Trump estejam alinhadas com seus princípios religiosos. De acordo com um levantamento realizado pela Reuters entre 3 e 8 de junho, 51% dos evangélicos expressaram que as políticas de imigração da administração Trump conflitam com os valores cristãos.

O estudo, publicado em 2026 e com dados referentes a períodos anteriores, também investigou a percepção sobre o uso da força militar. Nesta área, 54% dos evangélicos questionados sentiram que o uso da força militar por Trump não era consistente com suas crenças cristãs, enquanto 41% viam a política como compatível. Essas descobertas indicam uma divergência interna dentro da comunidade evangélica sobre a aplicação de seus valores em decisões governamentais.

Reserva sobre imigração e o choque com a fé

A questão da imigração se mostrou particularmente sensível. Enquanto 51% dos evangélicos apontaram um conflito entre as políticas de imigração da administração e os valores cristãos, 44% acreditam que essas políticas refletiam tais valores. Essa divisão reflete debates complexos sobre acolhimento e segurança, frequentemente à luz dos ensinamentos religiosos.

Apesar dessas reservas, o apoio de Trump entre os evangélicos permaneceu notável. A pesquisa da Reuters indicou que ele detinha uma aprovação de 52% entre esse grupo, embora tenha havido um declínio em relação aos 61% registrados em agosto de um ano anterior. Análises de resultados de eleições anteriores, como a de 2024 pelo Pew Research Center, confirmam o forte apoio evangélico a Trump.

Reações e o debate sobre os princípios cristãos

A Casa Branca, na época, contestou as sugestões de conflito entre suas políticas e os princípios cristãos. Uma porta-voz da administração, Taylor Rogers, citou ações como o apoio à liberdade religiosa e o perdão a ativistas pró-vida como evidências do compromisso com eleitores cristãos.

“Nunca houve um presidente melhor para os americanos cristãos do que o presidente Trump”, afirmou Rogers.

O debate se intensificou em meio a discussões sobre a política externa dos EUA. Operações militares contra o Irã, iniciadas em fevereiro de 2026 com o objetivo declarado de impedir o desenvolvimento de armas nucleares, resultaram em um número crescente de vítimas, tanto no Irã quanto em outras regiões como Líbano e Iraque, segundo fontes governamentais e não governamentais. A ascensão de mortes no conflito tem sido um ponto de preocupação.

Críticas de organizações evangélicas a políticas de imigração

Organizações evangélicas expressaram críticas diretas a certas políticas de imigração. A World Relief, agência humanitária cristã que auxilia no reassentamento de refugiados, criticou um memorando do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA. A política em questão efetivamente suspendeu um processo de longa data para a obtenção de status legal permanente, permitindo que imigrantes já nos EUA solicitassem residência sem sair do país.

Myal Greene, presidente e CEO da World Relief, alertou para as “consequências devastadoras para as famílias” e pediu uma reversão da mudança. Além disso, a National Association of Evangelicals (NAE) e a World Relief emitiram alertas sobre o risco de separação familiar. Um relatório de maio, intitulado “Joined Together, Torn Apart”, estimou que mais de um milhão de cidadãos americanos poderiam ser separados de seus cônjuges ou filhos sob as políticas de imigração vigentes. Outro estudo anterior, “One Part of the Body”, já havia indicado que a maioria dos imigrantes vulneráveis à deportação nos EUA são cristãos.

Essas informações, provenientes de uma pesquisa da Reuters e análises de organizações como a World Relief e a NAE, destacam a complexa relação entre as políticas governamentais, os valores cristãos e a percepção de parte da comunidade evangélica.

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