Pílulas falsas com fentanil matam jovens; pais alertam sobre perigo letal

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Pílulas falsas com fentanil se disfarçam de medicamentos legítimos e representam risco mortal, especialmente para jovens nos EUA

Pílulas falsificadas, que contêm fentanil, estão se tornando uma causa significativa de mortes acidentais nos Estados Unidos, afetando principalmente jovens. Segundo informações da CBN News, 92% das mortes relacionadas a essas substâncias são acidentais. O fentanil, um opioide sintético extremamente potente, pode ser letal mesmo em quantidades mínimas, comparáveis a poucos grãos de areia.

Pais de vítimas compartilham suas histórias para alertar outras famílias sobre os perigos. Anne Fundner relatou a morte de seu filho de 15 anos, Weston, que consumiu o que acreditava ser Percocet, mas que na verdade era uma pílula adulterada com fentanil. Ela descreveu como as pílulas falsas são idênticas às originais, tornando a diferenciação impossível a olho nu.

De maneira semelhante, David Magee contou sobre a morte de seu filho William, um estudante exemplar e atleta. William faleceu após ingerir o que pensava ser Xanax, mas que continha fentanil. A directora do National Institute on Drug Abuse, Nora Volkow, destacou que muitas vítimas de overdoses não tinham conhecimento de que estavam consumindo fentanil.

A Drug Enforcement Administration (DEA) dos EUA apreendeu no último ano mais de 47 milhões de pílulas e cerca de 4.500 quilos de fentanil em pó, quantidade suficiente para 370 milhões de doses letais. David Magee, em seu livro, recomenda que os pais conversem com seus filhos sobre os riscos das pílulas falsas desde cedo.

A experimentação com medicamentos, comum em gerações passadas, tornou-se extremamente perigosa hoje. A orientação é que os jovens só consumam medicamentos prescritos por médicos e obtidos em farmácias. Anne Fundner sugere que os pais ensinem aos filhos frases de recusa prontas para situações de pressão social, como “não é minha praia” ou “minha mãe está me buscando”.

Distribuidores dessas substâncias muitas vezes utilizam redes sociais para abordar jovens, empregando gírias e emojis que dificultam a identificação por parte dos pais. Por exemplo, emojis como barra de chocolate ou ônibus podem indicar Xanax, a letra “A” junto a um trem pode representar Adderall, e banana ou ponto azul são códigos para Oxycodone e Percocet.

Kelly Newcom, fundadora da Brave Parenting, enfatiza a importância de os pais monitorarem a exposição de seus filhos nas redes sociais, especialmente em aplicativos onde as conversas desaparecem. A organização recomenda o uso de telefones com funcionalidades de bloqueio e alerta para conteúdos suspeitos, visando proteger os jovens contra o engajamento em situações de risco.

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