Pastor Lucas Miles desmente alegações de conversão de Charlie Kirk ao catolicismo, citando evidências concretas
Pastor Lucas Miles, diretor sênior da TPUSA Faith, veio a público para desmentir categoricamente as recentes alegações de que o ativista conservador Charlie Kirk estaria em processo de conversão para o catolicismo. As declarações de Miles buscam corrigir uma narrativa que ganhou força após entrevistas de John Yep, da organização Catholics for Catholics, sugerindo uma aproximação de Kirk com a fé católica.
Miles, que trabalhou diretamente sob a liderança de Kirk nos últimos dezoito meses de sua vida, utilizou a plataforma X (anteriormente Twitter) para esclarecer os fatos. Ele afirmou que as informações circulantes não são precisas e precisam ser corrigidas.
A afirmação não é precisa e precisa ser corrigida. Como Diretor Sênior da divisão Faith da TPUSA e alguém que serviu diretamente sob a liderança de Charlie durante o último ano e meio de sua vida, estou em posição de falar abertamente sobre isso.
O pastor detalhou que conversou tanto com a viúva de Kirk, Erika, quanto com o Padre Kline, figura mencionada nas discussões. Após essas conversas, os fatos apresentados por Miles são diretos e inequívocos.
- Charlie não estava em processo de conversão ao catolicismo.
- Ele nunca participou de aulas de conversão católica (OCIA).
- Seu casamento nunca foi convalidado na Igreja Católica.
- Ele foi batizado como presbiteriano e permaneceu um evangélico que acreditava na Bíblia durante toda a sua vida.
De acordo com Miles, o Padre Kline expressou preocupação de que seus comentários anteriores tenham sido mal interpretados e que a narrativa pública atual não represente com precisão suas conversas sobre as intenções de Kirk.
Miles enfatizou que o respeito pela Igreja Católica não deve ser confundido com um movimento em direção à conversão. Ele observou que Charlie Kirk demonstrava respeito por muitos indivíduos de diferentes denominações e, como muitos evangélicos, lia amplamente autores como Agostinho e Tomás de Aquino. No entanto, isso não indicaria uma trajetória de conversão.
Em suas próprias conversas com Charlie, segundo o pastor, Kirk mantinha-se firme na doutrina da justificação pela graça e não acreditava que pudesse conciliar biblicamente certas doutrinas católicas, como a mariologia e a invocação dos santos. Embora Kirk tenha achado a missa pacífica e bela em algumas ocasiões em que esteve presente, isso está muito distante de iniciar o processo de OCIA, conforme explicado por Miles.
O diretor da TPUSA Faith acrescentou que a ausência de documentação comprova a inexistência de um processo de conversão ativo. Ele reiterou que Charlie Kirk amava todos os verdadeiros cristãos, independentemente de serem católicos, ortodoxos ou evangélicos, o que também difere de iniciar um processo de conversão.
Miles também criticou John Yep por suas declarações, considerando a necessidade de abordar o assunto “bizarra”. Ele advertiu Yep para ter cuidado ao não exagerar os fatos, recomendando que ele não fale em nome de pessoas falecidas e honre a vida e a fé de Charlie Kirk com precisão, recusando-se a permitir que especulações reescrevam sua história.
As declarações de Miles surgem em um contexto onde outros influenciadores, como Candace Owens, também levantaram questionamentos e especulações sobre a fé e as convicções de Kirk após sua morte. Owens, em particular, lançou uma série de podcasts que questionam a autenticidade do casamento de Kirk e continuam a disseminar teorias conspiratórias.
